Pré-candidatos à prefeitura paulistana, senadora e deputado compareceram a cerimônia em Brasília, nesta quarta-feira

Os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) e Gabriel Chalita (PSB) roubaram a cena nesta quarta-feira, durante a filiação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao PMDB, em Brasília. Marta chegou à sala da liderança do PMDB no Senado acompanhada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, do presidente do Senado, José Sarney, e de Skaf. Chalita foi o último a entrar na sala e ficou em pé, atrás da senadora petista, que se acomodou na cabeceira da mesa de reuniões do PMDB.

Ao ouvir os discursos dos peemdebistas no ato, Marta passou por uma saia-justa quando saudavam Chalita, que programou para o dia 4 de junho sua própria migração para o PMDB, com o plano de se lançar candidato a prefeito da capital paulista. “Estamos aqui com o futuro prefeito de São Paulo”, cumprimentou o presidente do PMDB paulistano, Baleia Rossi. O discurso foi aplaudido por todos, inclusive por Marta.

 Em seguida, Temer saudou Marta ao chamar a aliança com o PT de “quase indestrutível”. Segundo o vice-presidente, os dois partidos serão parceiros "seja nas eleições municipais, seja nas eleições estaduais”. Após o evento, o vice-presidente afirmou ao iG que o PMDB irá iniciar as conversas com o PT para definir a aliança de 2012. “Mas a tendência é candidato próprio do partido”, disse. O senador e presidente do PMDB, Valdir Raupp, completou: “O PMDB não tem compromisso de aliança e vai lançar candidatos próprios em todas as cidades se possível”.

 Na saída do evento, Marta disse que compareceu à cerimônia por vontade própria e que é precipitada a discussão sobre a sucessão à Prefeitura de São Paulo. A senadora acrescentou, no entanto, que se considera apta a ser candidata. Questionada pela reportagem se preferia Chalita como vice ou adversário na disputa municipal, Marta riu e respondeu: “Não tem preferência. Eu não sou candidata, ele não é candidato, tudo depende da conjuntura. Eu me dou pessoalmente muito bem com ele", comentou.

Já Chalita circulou pelo evento como se já estivesse em campanha e pedia a presença de todos na festa de sua filiação ao PMDB, no dia 4 de junho, em São Paulo. Repetiu, mais de uma vez, que é candidato do partido na corrida municipal e que o PMDB estará junto com o PT no ano que vem.

Questionado pelo iG se a declaração não seria uma contradição, já que PT e PMDB falam em candidaturas próprias no ano que vem, Chalita disse: “É uma declaração elegante. O PMDB saiu na frente, tem candidato, o PT não tem. O PT pode estar na vice”. Chalita afirmou, no entanto, que acha difícil Marta aceitar o posto. “Seria uma honra, mas ela já foi prefeita, é senadora. Pode ser alguém, mas Marta acho que não.”

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