Marina Silva critica Código Florestal e pede veto de Dilma

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-presidenciável disse em Belo Horizonte que o novo texto produz aumento de desmatamento

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (sem partido) condenou o Código Florestal aprovado no Senado e disse esperar que a presidenta Dilma Rousseff (PT) vete o projeto. Estrela do evento Nova Política neste sábado (17), em Belo Horizonte, Marina chamou o Código de retrocesso e disse que os brasileiros ficarão de cabeças baixas caso Dilma não o vete.

“O Código Florestal foi um grande retrocesso. O texto que foi aprovado no Senado, espero que possa ser vetado pela presidente Dilma porque ela se comprometeu que vetaria qualquer projeto que significasse aumento de desmatamento e anistia para desmatadores. E o que foi aprovado no Senado produz aumento de desmatamento, anistia para desmatadores e reduz a proteção das áreas de proteção permanentes nas unidades de conservação nos campos de morro e às margens de rio. Então, o código promove um grande retrocesso na legislação ambiental brasileira”, disparou a ex-ministra, candidata a presidência da República no ano passado.

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Além de discutir a aprovação do Código Florestal, Marina discutiu com lideranças de diversos partidos e sem partidos em evento na capital mineira centrado em dois eixos de atuação política, a sustentabilidade e a ética.

Lideranças do PPS e do PSOL, com o ex-deputado e ex-ministro Raul Jungman e a ex-senadora Heloisa Helena compareceram no debate. Entre um dos coordenadores do Nova Política está o ex-deputado federal José Fernando Aparecido, que candidatou-se a governador no ano passado pelo PV e filiou-se recentemente ao PPS. Ele já avisou que se o movimento Nova Política culminar para um novo partido, ele tem interesse em filiar-se. “Estamos discutindo uma nova forma de fazer política e em Minas especialmente a questão da mineração, que foi um grande tema da minha campanha e do eu mandato como deputado.”

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Presidente do PPS de Minas Gerais, Luzia Ferreira afirmou que a criação de uma nova legenda por Marina não é uma questão discutida e que o PPS tem interesse nos dois grandes eixos do movimento comandado por Marina, a sustentabilidade e a ética. “Acho difícil surgir um novo partido até 2012. Eu gostaria muito de ver Marina filiada ao PPS”, comentou. Questionada se houve um convite formal para que Marine ingresse no PPS, a dirigente mineira negou.

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