Marina reage à acusação de Aldo sobre contrabando

Durante sessão ontem sobre Código Florestal, deputado afirmou que marido da ex-senadora fez contrabando de madeira

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A ex-senadora Marina Silva conversa com o deputado Siba Machado(PT-AC) após o discurso do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
A ex-candidata à Presidência Marina Silva (PV) classificou hoje de "levianas" as acusações feitas a ela e a seu marido, Fabio Vaz de Lima, pelo relator do projeto de reforma do Código Florestal, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Durante sessão de ontem na Câmara, Aldo afirmou que o marido da ex-senadora fez contrabando de madeira. O relator disse ainda ter defendido Marina e o marido na ocasião da acusação por ser líder do governo.

Marina afirmou que as acusações feitas contra seu marido são "falsas" e "levianas". Segundo ela, as denúncias surgiram quando ela era ministra do Meio Ambiente e comandou um processo conjunto do Ibama com a Polícia Federal para combater o desmatamento. A senadora afirmou que com a ação foram levadas 725 pessoas para a prisão e aplicados R$ 4 bilhões em multas. "Isso gerou fúria contra mim".

A ex-candidata disse que naquela ocasião houve um requerimento para convocar o seu marido para depor na Câmara e que houve a ação de Aldo para evitar a aprovação. "Até ontem eu imaginava que o encaminhamento do líder do governo era por seu convencimento. Não há por que me cobrar nada. Se ele não tinha convencimento não tinha por que ter evitado o depoimento".

Ela sugeriu que a citação de Aldo pode ter a intenção de enfraquecê-la no debate do Código Florestal. "Não vão nos intimidar, não vamos permitir cortina de fumaça". A ex-candidata afirmou que seu marido vai analisar se tomará ou não alguma medida judicial contra o relator.

Marina aproveitou a entrevista para fazer críticas ao trabalho do relator. Segundo ela, o texto proposto por Aldo é um "retrocesso" e está cheio de "pegadinhas". Um dos muitos pontos criticados pela senadora é a permissão de pastoreio nas áreas de preservação permanente de encostas e topos de morro. Ela afirmou ainda que o texto é um "incentivo a novos desmatamentos" e um "desrespeito a quem cumpre a lei".

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