Marina defende discussão no PV para volta do ministro da Cultura

Senadora do PV também confirmou que deve reassumir a presidência IDS depois de deixar o mandato, em 31 de janeiro

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

A senadora do PV, Marina Silva, candidata derrota à presidência, defendeu nesta sexta-feira a discussão pelo partido sobre a reintegração do atual ministro da Cultura, Juca Ferreira, aos quadros da legenda. O ministro pediu licença da sigla ainda durante a campanha eleitoral por apoiar a candidatura de Dilma Rousseff e por não concordar em entregar o cargo no governo.

Agência Estado
Marina retorna a instituto
A licença de um ano de Ferreira ainda não venceu, mas ele continua fazendo oficialmente parte dos quadros do partido. Marina Silva disse que não vê constrangimento para nenhuma das partes envolvidas no processo caso o ministro volte ao partido. Ela defendeu, porém, que o assunto seja discutido pela direção nacional da legenda.

“Numa atitude muito respeitosa, o que nós fizemos durante a campanha foi propor que as pessoas (que não concordaram com a candidatura própria) se afastassem, para não criar atritos ou constrangimentos por não entregarem seus cargos. Agora, caberá ao partido discutir isso com tranqüilidade e sem açodamento(...) Há espaço no partido para a discussão”, disse Marina Silva.

A senadora do PV, que esteve afastada das atividades públicas e parlamentares nos últimos sete dias em virtude de uma infecção intestinal, participou da entrega do 28ª edição do Prêmio Eco, oferecido pela Câmara Americana de Comércio às empresas que investem em projetos de sustentabilidade.

Ainda um pouco debilitada e com voz bastante rouca, Marina conversou com os jornalistas no final do evento confirmou pela primeira vez que deve voltar à presidência do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) depois de deixar o cargo. Ela foi presidente do instituto até o início da pré-campanha e ajudou a fundar a entidade.

Vicente Seda/iG
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, licenciado do PV por apoiar a candidatura de Dilma Rousseff e não entregar o cargo durante as eleições
De olho em 2014, quando deve se candidatar mais uma vez à presidência, Marina ficará sem cargo após 31 de janeiro, quando encerra o mandato dela de senadora. O retorno ao IDS é a solução inicial que o partido encontrou para mantê-la inicialmente no foco da mídia e incluindo nos temas ambientais do País.De acordo com a própria Marina, a volta ao IDS só depende da aprovação na assembléia dos diretores.

A senadora disse também que está muito preocupada com o avanço no Congresso de um acordo para a aprovação de projetos ambientais polêmicos, como o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que propõe mudanças no Código Florestal Brasileiro e a emenda que tira o poder de fiscalização do Ibama para fiscalizar ações de desmatamento.

“Esses projetos têm ganhado força. Ao mesmo tempo que fomos a conferência do clima de Copenhage com uma agenda positiva sobre a lei do clima, temos uma operação de desmonte da nossa legislação ambiental que estamos avançando a duras penas. Não conseguiremos atingir as metas propostas na conferência se tivermos as mudanças que estão propondo”, argumentou. Marina retorna nesta terça-feira à Brasília e deve reassumir o mandato depois da licença de saúde.

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