Marco Maia defende instalação de CPI mista sobre Cachoeira

Presidente da Câmara afirma que 'se não avançar no Senado, vou criar a CPI aqui na Câmara'

iG São Paulo |

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta terça-feira que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, com integrantes da Câmara e do Senado, para investigar denúncias de vinculações políticas de parlamentares com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais .

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Antonio Cruz/ABr
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia

Maia afirmou que deve se encontrar ainda nesta terça-feira com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre a possibilidade de uma CPI mista. O deputado disse também que se não for possível integrar os trabalhos nas duas Casas, irá instalar uma CPI na Câmara.

"Podemos trabalhar para uma CPI mista", disse Maia a jornalistas. "Se não avançar no Senado, eu vou criar a CPI aqui na Câmara."

Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal, teria ligações com parlamentares como os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) e o senador Demóstenes Torres (sem partido -GO), segundo informações divulgadas na imprensa.

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Segundo o presidente da Câmara, há assinaturas suficientes na Casa

para a instalação de CPI. O regimento determina o mínimo de 171 assinaturas de deputados para criar uma comissão de inquérito. No Senado, a exigência é de 27 assinaturas.

A bancada do PT no Senado tem defendido que senadores tenham acesso aos autos do processo, o que seria possível por meio de uma CPI, depois que depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) negou acesso aos autos de inquérito sobre o tema à corregedoria e ao Conselho de Ética da Casa.

A criação da comissão tem sido apoiada, inclusive, por partidos da oposição, como o PSDB. A bancada de senadores da legenda deve se reunir na tarde desta terça para oficializar sua posição. O PSOL também tem se movimentado pela criação de uma CPI.

Nesta terça-feira, ocorre também a reunião no Conselho de Ética que definirá o relator do processo que investigará o elo do senador Demóstenes Torres com Cachoeira. O presidente escolhido foi Antonio Carlos Valadares (PMDB) , por ser o membro mais idoso. A abertura de processo disciplinar contra Demóstenes por quebra de decoro parlamentar foi pedida pelo PSOL.

Na semana passada, Demóstenes antecipou-se ao processo de expulsão do DEM e desfiliou-se da legenda. A Assembleia de Goiás também deve instalar uma CPI para realizar investigações.

Com Reuters

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