Manifestantes lavam Congresso e molham policiais em Brasília

No feriado da Independência do Brasil, manifestantes se vestem de preto e pintam os rostos em protesto contra a corrupção

iG São Paulo |

No feriado que comemora a Independência do Brasil, neste 7 de setembro, cerca de 30 mil manifestantes participam da Marcha contra a Corrupção em Brasília. Eles tomaram toda a Esplanada dos Ministérios e foram até a Praça dos Três Poderes. Vestidas de preto, com rostos pintados e narizes de palhaço, os manifestantes seguravam cartazes com frases pedindo o fim do voto secreto na Câmara e no Senado e punição para políticos corruptos. Eles ocuparam o espelho d'água e molharam os policiais, que faziam um cordão de isolamento em frente à rampa de acesso.

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Manifestantes molham policiais em Brasília durante Marcha contra corrupção

A manifestação começou tímida na Catedral de Brasília, por volta de 9h, com duas mil pessoas, mas foi crescendo com a adesão de quem foi assistir ao desfile oficial do outro lado da rua. A marcha andou por toda a Esplanada, passou pela Praça dos Três Poderes, e terminou em frente ao Ministério da Justiça. "Nosso balanço é de pelo menos 25 mil pessoas, muita gente acabou aderindo", disse a major Ana Luiza, que faz parte do comando do efetivo da PM do DF no evento. Não houve incidentes.

Os manifestantes se concentraram às 10h no Museu da República e fizeram uma lavagem simbólica do Ministério da Agricultura e do Congresso Nacional.

O movimento apartidário foi convocado pelas redes sociais na internet e atacou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, a aplicação da Lei da Filha Limpa, e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

A rede social "Facebook" foi a principal ferramenta de convocação do protesto, lembrou Luciana Kalil, 30, da organização da manifestação. Vestida de preto, a aposentada Alzerina Salles Pereira, 66, celebrou a marcha. "Aqui no Brasil o dinheiro sobra para poucos, enquanto muitos passam fome", disse.

* Com Agência Brasil e AE

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