Maia sinaliza discutir mínimo se ficar na presidência

Presidente da Câmara frizou que a Casa é um espaço de diálogo e que a alteração do valor do mínimo depende do debate

Agência Estado |

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O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), sinalizou nesta quinta-feira (6) que está disposto a discutir a alteração na proposta do governo para o salário mínimo (de R$ 540) caso continue na presidência da Casa, em eleição que ocorrerá no dia 1º de fevereiro. "O governo mandou a proposta do mínimo para o Parlamento, só que o governo precisa também entender que ali é também um espaço de diálogo", argumentou.

"O que nós esperamos é que tanto o governo quanto os parlamentares estejam dispostos a essa discussão. Se teremos ou não alteração, vai depender do debate, das discussões e dos convencimentos. O que posso garantir é que na presidência da Câmara será feito o debate", afirmou o petista. A declaração de Marco Maia foi feita após reunião com lideranças do PDT na capital paulista. O encontro acabou frustrando as expectativas dos dois lados, uma vez que apenas 9 dos 28 integrantes da bancada do PDT compareceram.

O périplo de Maia a São Paulo - nesta quarta-feira (5) ele já se reuniu com lideranças do PR e na tarde desta quinta-feira (6) se encontra com líderes do PSDB - tem o intuito de evitar que a ameaça de rebelião do PMDB, por conta da distribuição de cargos no segundo escalão do governo Dilma Rousseff (PT), reflita na eleição do dia 1º de fevereiro.

O temor é que o PMDB viabilize a candidatura de nomes que possam causar ruídos na relação entre o governo Dilma Rousseff e o Parlamento. Os peemedebistas já sinalizaram, por exemplo, que podem apoiar os nomes de Sandro Mabel (PR-GO) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Reformas
Após encontro com os pedetistas, Maia afagou mais uma vez o PMDB, destacando que a legenda tem todo o "direito de reivindicar" mais espaço no governo da presidenta Dilma. Ele espera também que essa discussão não interfira no processo sucessório da Casa.

Além de falar de sucessão, o presidente da Câmara frisou que neste primeiro momento de governo Dilma a reforma política não deve ser uma prioridade. "Eu acho que temos de romper com essa visão que o País só anda com grandes reformas", argumentou.

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