Presidente da Câmara disse esperar que esse trabalho aconteça de maneira 'mais transparente' com saída de Palocci

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Marco Maia, presidente da Câmara
AE
Marco Maia, presidente da Câmara
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou que, com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil, o governo federal precisa rediscutir sua articulação política.

"Essa questão da articulação política é um tema que, na minha avaliação, a presidenta Dilma deverá tratar primeiro internamente no governo e depois com as lideranças políticas na Câmara e no Senado. Precisamos, a partir da saída do ministro Palocci, que era uma figura importante na condução das questões políticas, restabelecer as relações, rediscutir os parâmetros de interação que haverá entre o governo e o Congresso como um todo", disse Maia.

Ele afirmou esperar que a articulação aconteça de uma forma "mais transparente" e que sejam "restabelecidas as pontes entre os poderes". Maia lembrou ainda que o próprio ministro tinha dito que a crise não envolvia o governo.

Maia foi avisado pelo próprio ministro da demissão durante a tarde de hoje. "O ministro Palocci apenas me comunicou que havia tomado a decisão de pedir seu afastamento, sua demissão e que ia fazer esse pedido nos próximos minutos à presidenta".

Maia disse entender a decisão e desejou sucesso a Palocci. "Disse que desejava a ele sucesso na carreira dele, no futuro".

O presidente da Câmara dará como prejudicado o requerimento de convocação de Palocci para prestar esclarecimentos na Câmara, visto que a Casa só tem prerrogativa para convocar ministros. "Não podemos convocar um cidadão comum, que é o que se torna a partir de agora o ministro Palocci."

Sobre a sucessora do ministro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o presidente da Câmara disse esperar que ela ajude na articulação política. "Vamos trabalhar com ela e vamos dar todo respaldo para que possa produzir o melhor trabalho possível pelo País e possa ajudar e contribuir com a articulação política no Congresso. Esperamos que ela possa, de forma muito transparente, manter uma relação de diálogo com o Congresso."

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