Lupi não ganha nota mas tem respaldo do PDT para ficar no cargo

Ministro do Trabalho ganha apoio da maioria dos integrantes da sigla. Líder promete documento formal

Adriano Ceolin, iG Brasília |

nullO ministro do Trabalho, Carlos Lupi, conseguiu fazer com que o PDT reforçasse a tese de permanência dele no governo. A prometida nota de apoio do partido ainda não foi divulgada. Porém, o líder na Câmara, Geovanni Queiróz, garante que o documento será produzido.

“De uma maneira muito uniforme o PDT ratifica o apoio ao ministro Lupi. E colocamos com clareza que a presidenta Dilma tem o nosso apoio independentemente de cargos que ocupemos”, disse o presidente em exercício do PDT, André Figueiredo (CE).

Lupi, que é presidente licenciado do PDT, esteve presente durante todo o encontro que durou cerca de duas horas. Apenas o deputado José Reguffe (PDT-DF) e o senador Pedro Taques (PDT-MT) se posicionaram contra a permanência do ministro no cargo. "Mantenho o que disse desde o início. Deveríamos ser independentes", disse Reguffe

Desde o dia 26 de outubro, o iG tem publicado reportagens mostrando irregularidades em convênios entre o Ministério do Trabalho e Organizações Não-Governamentais ligadas ao PDT. Há duas semanas, a revista Veja publicou que Lupi viajou em avião cedido por uma ONG.

Defensor de Lupi desde a primeira hora, o líder Giovanni Queiróz afirmou que as denúncias contra o ministro são frágeis e que há problemas com ONGs em outras pastas, como o Ministério da Saúde. Disse ainda que outros ministros também já usaram aviões particulares.

Lupi ganha fôlego

Nos últimos dias, o noticiário negativo contra o ministro diminuiu. Ao mesmo tempo, ele ganhou o apoio de Dilma para ficar no cargo. A reunião de hoje, portanto, serviu apenas para ele garantir o respaldo do PDT para seguir no governo.

Até mesmo lideranças que haviam aconselhado Lupi a sair do cargo voltaram atrás. Entre eles os deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Brizola Neto (PDT-RJ). “Acho que, nesse momento, o ministro não deve sair do cargo motivado por denúncias”, afirmou Brizola.

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