Lula vai a Moçambique, na última viagem à África como presidente

País africano é o principal beneficiado da cooperação brasileira no mundo depois do Haiti

EFE |

Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente brasileiro que mais vezes esteve na África como chefe de Estado, viajará nesta segunda-feira a Moçambique para a sua última visita a um país africano durante seu mandato. Ele se reunirá entre terça-feira e quarta-feira com o primeiro-ministro de Moçambique, Aires Ali, e com o presidente, Armando Guebuza, e um grupo de empresários dos dois países, na capital Maputo.

O presidente também visitará uma fábrica de remédios que está sendo construída no país com a ajuda brasileira. "Do ponto de vista simbólico, Moçambique é provavelmente o país africano mais propício para esta ocasião", afirmou o secretário de imprensa da Presidência, Carlos Villanova, ao anunciar os detalhes da viagem e destacar que se trata da despedida de Lula da África.

Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma de suas viagens ao continente africano, em julho deste ano
Segundo Villanova, Moçambique é o principal beneficiado da cooperação brasileira no mundo depois do Haiti. "Nos últimos oito anos, as relações com Moçambique intensificaram-se muito em função da renovada prioridade que a política externa brasileira concedeu ao continente africano", acrescentou Villanova.

Lula ampliou significativamente a presença diplomática brasileira no continente e atualmente o País tem embaixadas em 34 nações africanas, o que permitiu ao Brasil ampliar significativamente o comércio com a África, aumentar a influência na região e facilitar a entrada de empresas brasileiras no continente, entre elas a Petrobras, a Vale e a Odebrecht.

O comércio entre Brasil e os países africanos saltou de cerca de US$ 5 bilhões em 2003, quando Lula assumiu o governo, para US$ 29 bilhões no ano passado. A crescente troca tornou a África a quarta maior parceira comercial do Brasil.

Lula também pôs em andamento um projeto para construir no Brasil uma universidade destinada a estudantes brasileiros e de nações de língua portuguesa na África. A Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), segundo as previsões do governo, começará a funcionar no ano que vem em Fortaleza (CE), que foi a primeira cidade que aboliu a escravidão, cinco anos antes da sanção da Lei Áurea, que a extinguiu definitivamente em 1888.

A prioridade dada ao continente africano também se traduziu em importantes projetos de cooperação e na abertura de escritórios da Emprapa na África. Na área da saúde, a Fiocruz viabilizou um projeto no qual está ajudando Moçambique a montar uma fábrica de remédios contra a aids com equipamentos doados pelo Brasil.

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