Lula simboliza ascensão do Brasil

Eleito pela "Time" como um dos mais influentes do mundo, presidente representa ascensão social e o sucesso do Brasil

Priscilla Borges, iG Brasília |

Especialistas ouvidos pelo iG afirma que um dos aspectos centrais para a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma das pessoas mais influentes do mundo, pela revista "Time" , é o fato de ele mostrar-se como um símbolo pessoal de ascensão social e um símbolo do momento que vivem países emergentes como o Brasil.

Para o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), a dimensão simbólica dos feitos conquistados pelo operário que virou presidente chama a atenção, especialmente, dos estrangeiros. “Em geral, nos países desenvolvidos, é difícil promover ascensão social. São sociedades muito estáticas. As pessoas até enriquecem, mas não ganham status. E Lula fez isso”, analisa

Leonardo acredita que, nos Estados Unidos, por exemplo, Lula jamais seria presidente. Na história do país, se tornaram presidentes generais, filhos de famílias ricas ou alunos de destaque em universidades de elite. Barack Obama, por exemplo, foi um aluno de destaque em Havard.

Antônio Jorge Ramalho, professor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, ressalta que a “sagacidade de Lula e a inteligência política de entender as circunstâncias em que deve se impor” são impressionantes.

O professor acredita que episódios como o encontro entre chefes de Estado realizado em Copenhagen, Dinamarca, ano passado, refletem essa capacidade do presidente. “Naquele momento, ele sentiu o que as pessoas queriam ouvir e se sobressaiu. O contexto atual permite que as propostas vindas de países emergentes sejam aceitas, mas isso não tira a competência de Lula fazê-las no momento certo”, avalisa.

Ramalho reforça, no entanto, que as condições criadas pelo Brasil no cenário mundial são essenciais e não foram feitas só por ele. “As estruturas utilizadas por ele foram construídas ao longo de anos, não só no governo Lula”, enfatiza.

Leonardo também aponta as condições que ele considera “objetivas” para que Lula fosse alçado à condição de um dos líderes mais influentes do mundo: ampliação do espaço brasileiro no cenário internacional, o fortalecimento da economia, a abertura de diálogo com novas potências.

“O Brasil tem condições de se tornar o co-organizador da nova ordem mundial que está surgindo com a crise de países europeus, a queda de influência dos Estados Unidos e a ascensão de países como a China e a Rússia. O País tem uma democracia consolidada, economia também, convivência pacífica, preza as instituições internacionais. É confiável por todas as partes”, emenda Ramalho.

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