Lula reclama da atuação de petistas na crise de 2005

Lula disse que, na época, houve um 'acanhamento da bancada' em defender o governo

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Lula reunido com a bancada do PT em Brasília
Apesar do clima de confraternização com a bancada federal do PT, no café da manhã realizado hoje no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não hesitou em dar um puxão de orelha. Ele reclamou especialmente da atuação dos parlamentares petistas na crise de 2005, a chamada crise do mensalão. Segundo o líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), que participou do café, Lula disse que, na época, houve um "acanhamento da bancada" em defender o governo. E pediu aos petistas que não repitam o mesmo comportamento em eventuais problemas no futuro governo.

"Na dúvida, tem de defender o companheiro", disse Lula. "Em 2005 esta bancada ficou ausente e houve em algum momento acanhamento." O presidente voltou a afirmar que o episódio de 2005 foi uma tentativa para derrubá-lo do poder.

Ele disse que havia uma ação política nessa direção e que a população soube responder. "O PT não pode se dividir, não pode se perder em políticas menores", afirmou. Segundo ele, o partido unido garantirá a governabilidade e a estabilidade da presidenta eleita, Dilma Rousseff .

Saúde
Lula recomendou à bancada petista na Câmara que priorize, no início do próximo ano, o debate de novos recursos para a área da Saúde. O presidente não chegou a propor um novo imposto, mas disse que os parlamentares precisam "enfrentar" o debate do financiamento do setor. "É preciso arrumar uma forma de ajudar a Saúde. Temos de enfrentar esse debate. É preciso uma política de financiamento", disse Lula, segundo relato do deputado Fernando Ferro.

No encontro, Lula ainda comentou sobre a reforma política. Ele disse que é preciso buscar partidos aliados para definir pontos da discussão que podem ser aprovados. Reconheceu, porém, que o debate não é "simples e fácil". Lula disse, em tom de brincadeira, que a partir de janeiro os petistas não devem chamá-lo para reuniões aos sábados e domingos e que vai tirar três meses de férias. Na volta, pretende viajar pelo Brasil para continuar fazendo política.

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