Presidente resgatou a perda da receita da CPMF e creditou a retirada do imposto por 'ódio, rancor e maldade'

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta manhã que o novo ministro da Saúde deverá ter a responsabilidade de se reunir com senadores e deputados para buscar uma nova fonte orçamentária para a Saúde. Em visita ao hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, Lula reclamou mais uma vez da perda da receita da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em 2007. "Só existe uma explicação para terem tirado a CPMF do Orçamento da União: ódio, rancor e maldade", disse o presidente, referindo-se ao Senado, que rejeitou a volta do imposto do cheque. "Nos tiraram, no total, mais de R$ 150 bilhões", lamentou.

No discurso para uma plateia formada por funcionários do hospital, Lula disse que só os ricos no País têm direito a tratamento complexo de saúde e que o Sarah é uma exceção. Em tom bem-humorado, disse que antes, em Brasília, as pessoas diziam que o melhor hospital era o aeroporto. "Eu também já disse que o melhor hospital de Brasília era o aeroporto", lembrou. E relatou que certa vez estava na Câmara quando sofreu um problema de apendicite e que um deputado médico sugeriu que fosse se tratar em São Paulo.

Lula ainda relatou que três meses antes de sua reeleição, em 2006, o Congresso Nacional retirou R$ 900 milhões do Orçamento previstos para o Sarah. Segundo o presidente, isso foi uma "atitude de má-fé", para prejudicá-lo na disputa eleitoral. Disse ainda que espera que a saúde deixe de ser tratada como despesa de Estado. "Fico pensando se é gasto tratar as pessoas com carinho e esperança", afirmou. "O hospital não pode ser um martírio".

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