Lula envia à CNBB carta de agradecimento por apoio

Presidente agradeceu pela ¿convivência franca e fraterna¿ e pelo ¿apoio¿ que diz ter recebido da Igreja Católica no seu governo

Agência Brasil |

Em uma carta enviada ao presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu pela “convivência franca e fraterna” e pelo “apoio” que diz ter recebido da Igreja Católica durante seus quase oito anos de governo.

A carta, com data do último dia 30, foi lida nesta manhã pelo vice-presidente da CNBB e arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira, na abertura da 48ª Assembleia Geral da entidade, que está sendo realizada na capital amazonense.

No texto divulgado pela própria CNBB, Lula afirma que o apoio da Igreja foi fundamental para que pudesse implementar suas políticas sociais, ao mesmo tempo em que as “críticas e embates” em temas específicos ajudaram o governo a corrigir “erros e limitações”.

O presidente também destaca ter se pautado pelo equilíbrio entre manter-se como governante de um Estado laico e a busca de diálogo com diferentes igrejas e manifestações religiosas para, em seguida, lembrar o acordo jurídico firmado com o Vaticano.

“Entendemos que esse acordo se constitui num avanço da institucionalização de nossas relações, dando maior segurança para a atuação da Igreja Católica em nosso país”, pondera o presidente antes de comentar algumas realizações de sua gestão.

Promulgado em fevereiro deste ano, o acordo foi aprovado pelo Congresso Nacional e tem o caráter de um tratado internacional. Com ele, o governo reconhece o direito da Igreja Católica de desempenhar sua missão apostólica no país, garantindo aos bispos e padres o exercício público de suas atividades, inclusive dispensando os estrangeiros que vierem ao país para exercer tais atividades da obrigatoriedade de apresentar vistos.

O acordo também garante à Igreja o direito de “dar assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimentos prisionais” e reforça o vínculo não empregatício entre bispos e padres e a Igreja.

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