Para o presidente, as pessoas do Bolsa Família, por exemplo, "demoraram tanto para entrar que era importante ficar um pouco"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que o governo nunca teve pressa para que os beneficiários dos programas sociais, como o Bolsa Família, deixassem o programa, durante a cerimônia de assinatura do decreto que assegura o direito à alimentação no país.

Lula disse ainda que, desde 2003, a participação popular nas decisões do governo deixou de ser um “adereço” da Constituição para se tornar um método de gestão.

“Não estávamos apenas preocupados em encontrar uma porta de saída (dos programas) porque entendíamos que essa gente tinha demorado tanto para entrar que era importante ficar um pouco”, disse Lula. Segundo ele, a porta de saída deve ser uma escolha dos próprios beneficiários impulsionados pela situação econômica do país.

“Nunca na história, um presidente que está vendo todo o dia os Estados Unidos e a Europa afundarem no desemprego vai terminar o mandato criando 14 milhões de empregos com carteira assinada. Essa é a porta de saída. Quando a pessoa sai é porque a economia está crescendo”.

O decreto assinado por Lula define as diretrizes e objetivos da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e dispõe sobre gestão, financiamento, monitoramento e avaliação.

Lula disse ainda que em nenhum outro País do mundo um presidente deixou o governo com pesquisas apontando índices de rejeição inferiores a 5%.

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