Lula diz que Dilma ajudou a construir sua popularidade

Na tentativa de obter dividendos para a pré-candidata do PT, presidente procura vincular sua alta taxa de aprovação à ex-ministra

iG São Paulo |

Na tentativa de obter dividendos eleitorais para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, nas eleições de outubro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está procurando vincular seu elevado índice de popularidade - a taxa de aprovação de sua gestão oscila na faixa dos 70% de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto - à ex-ministra da Casa Civil. "Não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela (Dilma) ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil", afirmou o presidente, em entrevista concedida ao jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul.

Na entrevista, que também foi reproduzida no blog do Planalto, Lula disse que a aprovação ao seu governo vem crescendo "consideravelmente". "O que precisa ficar claro é que eu não sou o responsável único por essa popularidade", destacou, reiterando que "há uma equipe excelente" que trabalha em seu governo para implementar as políticas que "pela primeira vez nos últimos 50 anos estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política".

Ao falar de sua equipe, o presidente da República frisou que a ex-ministra Dilma Rousseff foi "a pessoa que mais contribuiu para" que essas políticas fossem colocadas em prática. "O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo", disse ele, complementando que essa é uma informação que deve chegar a todos os eleitores, "uma vez que ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho".

Nessa mesma entrevista, indagado sobre a rivalidade entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul, que tem em lados opostos o atual governador André Puccinelli (PMDB) e o ex Zeca do PT, Lula respondeu: "Vocês sabem que eu nunca fui de desistir diante da primeira dificuldade e que tenho trabalhado para termos candidaturas únicas da nossa base aliada nos Estados." Mas, se os dois partidos saírem com candidaturas próprias e for inviável um palanque único, ele disse que isso não o impedirá de fazer campanha pela Dilma e de se empenhar para que os candidatos da base aliada estejam unidos pela candidata escolhida para disputar a sua sucessão.

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