Lula diz que Brasil está levando a indústria naval a sério

Presidente destacou navios em construção no País, embarcações em planejamento e falou sobre desigualdades, sobretudo raciais

Agência Brasil |

Agência Estado
Lula em lançamento de navio da Transpetro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (22) que o Brasil “está levando a sério” a indústria naval. No programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele destacou que há 82 navios em construção no país e cerca de 150 embarcações em planejamento.

Na semana passada, Lula participou da inauguração do navio brasileiro chamado Sérgio Buarque de Holanda, o terceiro no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota Nacional de Petroleiros (Promef). A primeira embarcação recebeu o nome João Cândido, e a segunda, Celso Furtado.

O presidente admitiu, entretanto, que o quarto navio brasileiro, Zumbi dos Palmares, deveria ser colocado no mar ainda este ano, mas só estará pronto em março de 2011.

“O Fundo da Marinha Mercante prevê a contratação de R$ 30 bilhões até 2014. Tudo isso demonstra claramente que o Brasil está levando a sério a indústria naval”, disse, ao destacar a necessidade de atender à demanda de embarcações por parte da Petrobras.

Lula citou ainda a demanda por navios de transporte, com o objetivo de diminuir o déficit de fretes que, segundo ele, é grande. “Precisamos ter navios próprios, nacionais, transportando a nossa carga, aquilo que nós produzimos, e também trazendo aquilo que nós compramos”, disse. “Gera muito dinheiro, gera emprego e gera conhecimento tecnológico”, completou.

Desigualdades

O presidente Lula afirmou ainda que o Brasil ainda está longe de acabar com as desigualdades, sobretudo as raciais. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou a comemoração do Dia da Consciência Negra no último sábado (20).

Lula destacou a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) durante seu governo e elogiou iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que conta atualmente com 40% dos bolsistas negros.

“Acho que estamos avançando. Os quilombolas estão sendo reconhecidos, os quilombos estão sendo legalizados e a gente está criando condições de não haver, definitivamente, mais discriminação no Brasil”, disse. “Estou convencido de que nós fizemos muito, mas estou convencido, também, de que ainda falta muito a ser feito”, completou.

Para o presidente, é preciso que haja uma “evolução” na consciência política de cada brasileiro, além de aperfeiçoamento da legislação e de punição rigorosa, para que o combate à discriminação avance no país.

    Leia tudo sobre: Lulaindústria navaldesigualdade racial

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG