Lula agradece aos militares o tratamento 'respeitoso'

O presidente reclamou das críticas que recebeu ao comprar o Aerolula e afirmou que está "triste" por não poder ficar com ele

Agência Estado |

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Ao se despedir dos oficiais generais no tradicional almoço de fim de ano, no Clube Naval, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu o tratamento "respeitoso e leal" dos militares e disse que foi preciso ele chegar à Presidência da República para reconhecer a competência e o potencial dos militares. Lula lembrou que está terminando seu governo com 87% de aprovação, e atribuiu esse resultado a "muito trabalho".

Ainda no discurso, ele reclamou das críticas que recebeu quando decidiu comprar o Aerolula. "Os senhores sabem a vergonha que amarguei, do presidente viajar em avião alugado ou no que era chamado de Sucatão", disse.

Em seguida, brincou afirmando que estava muito triste porque pensou que o avião era dele e que agora que está deixando a presidência não poderá levá-lo. "Vai ser agora o Aerodilma", afirmou. Sobre Dilma, Lula disse aos militares que está deixando na presidência uma mulher competente e leal "que vai tratar vocês com carinho e respeito".

Onu e Irã

Ele voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não só para que o Brasil participe, mas porque o conselho não representa a geopolítica do século 21, mas sim da Segunda Guerra Mundial, "para que não seja um clube de amigos, mas uma instituição multilateral que tenha voz ativa para resolver os problemas no mundo como a crise no Oriente Médio".

Ele reclamou também dos países que decidiram pela aplicação de sanções ao Irã, alegando que fizeram isso porque o Brasil e a Turquia "tinham se metido numa seara que não era deles", e que consideravam o Brasil um intruso. Lula disse também que a forma como as pessoas estão sendo tratadas por lá, não haverá paz no Oriente Médio. Listou ainda as obras realizadas em seu governo e reconheceu que ainda há muito o que fazer. "Mas a conquista para as Forças Armadas é inegável", disse.

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