Líderes em SP e MG do PSDB apoiam plano de prévia

Alckmin defende as prévias também em âmbito nacional, segundo presidente do diretório municipal de SP, Júlio Semeghini

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Líderes paulistas e mineiros do PSDB apoiaram a proposta de realização de prévias para a definição de candidatos do partido. O presidente do diretório municipal de São Paulo, Júlio Semeghini, propôs o modelo já para a escolha do candidato tucano à prefeitura da maior cidade do País no ano que vem e disse que o governador do Estado, Geraldo Alckmin, defende as prévias também em âmbito nacional.

O deputado federal Duarte Nogueira (SP), que lidera a bancada tucana na Câmara, diz acreditar que a proposta pode ajudar a aproximar o partido de suas bases. "Qualquer partido se fortalece por meio de sua democracia interna. É preciso criar uma cultura de prévias, se estabelecer critérios e uma fórmula. Acho que podemos exercer isso já em eleições municipais e depois ir para uma escala maior".

Na visão do líder do PSDB na Câmara, o partido nunca fez prévias para escolher seu candidato à Presidência da República porque não precisou. "Nós nunca tivemos disputas acirradas, que não tinham como ser solucionadas. Nas vezes anteriores sempre se procurou o consenso e se conseguiu isso, sem a necessidade de fazer prévias".

O líder da minoria na Câmara dos Deputados, Paulo Abi-Ackel, do PSDB mineiro, diz que o fato de a proposta das prévias partir, neste momento, da ala paulista significa um "amadurecimento" do partido. Ele lembra que os mineiros já defendiam a realização de consultas quando Aécio Neves era pré-candidato em 2009.

"Nós defendíamos isso há muito tempo. Realizar prévias é fundamental para estimular a militância. Eles (paulistas) se convenceram da nossa proposta. Isso mostra um processo de amadurecimento do partido que está enxergando a necessidade de consultar as bases".

Para Abi-Ackel, o fato de Aécio ser apontado por alguns como "candidato natural" do partido não fará com que os mineiros se posicionem agora contra a consulta às bases do PSDB. "Não teríamos razão para mudar de ideia até porque nosso candidato tem maioria clara dentro do partido".

O mineiro, porém, ressalta que a definição da Justiça Eleitoral de que as prévias não podem ter publicidade fora do partido pode atrapalhar a realização deste tipo de consulta. Abi-Ackel sugere que o melhor caminho seria enfrentar o tema no Congresso e criar uma lei para as prévias.

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