Líder do PP é reeleito e Negromonte ganha nota de solidariedade

Permanência de ministro das Cidades vai depender, porém, da vontade da presidenta da República

Adriano Ceolin, iG Brasília |

AE
No auge das pressões, Negromonte chorou em evento público
Após cinco meses de disputas internas, o PP tenta selar a paz com a reeleição do líder da bancada da Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB). O objetivo principal é não fragilizar o partido às vésperas da reforma ministerial. O PP comanda, desde 2005, a pasta das Cidades, que é cobiçada pelo PT.

Junto com a reeleição de Ribeiro foi produzida uma "nota de solidariedade" ao atual ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA). Ele foi nomeado em janeiro deste ano. Porém, sobretudo a partir de julho, passou a somar adversários na bancada da Câmara.

Segundo o iG apurou, "a nota de solidariedade" não significa que o PP vai lutar para que Negromonte fique no cargo a qualquer custo. "Essa decisão é só da presidenta Dilma Rousseff ", afirmou um dos integrantes da cúpula do PP à reportagem.

Em meio à perda de apoio político junto a setores do PP, Negromonte tornou-se alvo de denúncias de irregularidades na pasta. Entre elas, a de que houve fraude no projeto de uma obra infra-estrutura da Copa do Mundo em Cuiabá (MT). Ele nega a irregularidade. O caso é investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal.

Choro e pressões

Negromonte, porém, sentiu as pressões. Durante evento na Bahia em 25 de novembro deste ano, ele chorou  após receber uma declaração de apoio de um aliado político. No Palácio do Planalto, o ministro foi respaldado nos bastidores. Contudo, não houve nenhuma manifestação por meio de nota oficial.

No começo de agosto, uma ala dissidente do PP trocou o então líder da bancada, Nelson Meurer (PR), por Aguinaldo Ribeiro. A ação deixou Negromonte e seus aliados mais próximos furiosos. O grupo do ministro tentou reagir para devolver a liderança a Meurer. Em vão. 

Nesta quarta-feira, Ribeiro resolveu propor uma eleição por voto secreto para escolher um novo líder  ou mantê-lo no cargo. Antecessor de Meurer e um dos aliados de Negromonte, João Pizzolatti (PP-SC) tentou articular um nome. Ele, porém acabou desistindo. "Prevaleceu a unidade do partido. E isso é fundamental", diz Ribeiro.

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