Líder do PMDB usa Twitter para dar explicações sobre cargos

Henrique Eduardo Alves tenta minimizar o tamanho da participação do PMDB no governo. E sai em defesa de Eduardo Cunha

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), publicou nesta segunda-feira 39 mensagens no Twitter para dar explicações sobre os pedidos de cargos no governo. Criticado por assessores próximos à presidenta Dilma Rousseff e até por peemedebistas, ele tenta minimizar o espaço da sigla na administração.

No domingo, o Poder Online, do iG, publicou entrevista em que Alves diz ter o apoio de 70 dos 79 deputados do PMDB para seguir líder da bancada. Sobre cargos, afirma ter apenas um pedido. “A manutenção do Elias Fernandes Neto na presidência do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca)”, disse.

Contudo, nos bastidores, setores do PMDB e do Palácio do Planalto visam debitar na conta de Alves as reivindicações por maior espaço do partido no governo federal. É por causa desse movimento que o deputado resolveu usar o Twitter para responder às críticas. Nas mensagens, Alves volta a lembrar que vitória de Dilma deve-se também ao PMDB.

“O PMDB participou de uma ampla coalizão partidária para disputar as eleições. Venceu”, escreveu no microblog. “Sendo assim, indicação partidária, observados os padrões, critérios e perfis definidos pela presidenta, acontecem sim (...) É direito do partido. É dever do partido. E esse compromisso é ainda maior neste governo que ajudamos a construir”, disse.

Em seguida, ele lista os cargos que o PMDB quer ou já detém. Conta que a vice-presidência jurídica da Caixa é uma indicação dos diretórios do PMDB de Goiás e do Distrito Federal. No que se refere à presidência de Furnas, Alves sai em defesa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ele diz que Cunha não é responsável sozinho pela indicação: “Situação semelhante é a de Furnas, uma reivindicação da maior bancada federal do PMDB, oito deputados do Rio de Janeiro”, escreveu no Twitter. “O deputado Eduardo Cunha é um deles a subscrever o apoiamento. Apenas manter! Nenhuma solicitação outra”, ressaltou.

Alves voltou a se referir ao ministério do Turismo, cuja indicação do ministro Pedro Novais é creditada a ele. O líder do PMDB fez questão citar a manutenção do presidente da Embratur, Mário Moyses.

“Nem o PT gostaria de ouvir isso. O presidente da Embratur no Governo Lula era Dr. Mário Moysés, do PT de carteirinha e de muita qualidade técnica”, disse. “O presidente da Embratur no Governo Dilma será o mesmo Dr.Moysés, nomeação do Ministro Pedro Novais”, completou.

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