Liberação de verba por Padilha será investigada

Comissão foi instituida para apurar a origem da assinatura digital do ministro na autorização de envio de verba para instituto

Agência Estado |

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A Secretaria de Relações Institucionais constituiu comissão de sindicância investigativa para apurar a origem da assinatura digital do ministro Alexandre Padilha na autorização para permitir a liberação de R$ 3,1 milhões do Ministério do Turismo a favor do Instituto Brasil de Arte, Esporte, Cultura e Lazer (Inbrasil), entidade fantasma do Distrito Federal. A portaria para a constituição da comissão foi publicada hoje, no Diário Oficial da União.

A denúncia partiu do jornal O Estado de S.Paulo , citado na portaria. A comissão terá 30 dias para concluir os trabalhos e é composta pelos servidores Jean Keiji Uema, Marcos Toscano Siebra Brito e Maurílio Ferreira Pedrosa.

A decisão de recorrer à Polícia Federal e abrir sindicância interna foi acertada numa audiência que Padilha teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de quinta-feira, logo após o Estado procurá-lo para pedir esclarecimentos sobre o caso. O ministro afirmou em nota que não assinou o documento e que pediu ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal investigue o que, segundo ele, é uma "fraude". Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

O caso
O ministro da Integração Social, Alexandre Padilha, foi acusado de assinar uma declaração que endossou o funcionamento de um instituto que só existe no papel, o que permitiu a liberação de verba para a entidade. A denúncia foi publicada no Estado de S.Paulo . Em entrevista coletiva, no dia da denúncia, Padilha negou a acusação e afirmou que não assinou a declaração e que ela se trata de uma montagem.

Em nota, Padilha afirmou que a declaração apresentada pela reportagem do jornal se diferencia do padrão de ofícios utilizado pela Secretaria de Relações Institucionais nos seguintes pontos:

a) O timbre está incorreto, bem como os dados de seu cabeçalho: o telefone da Secretaria; sua identidade visual e o endereço - mesmo durante o período de reforma do Palácio do Planalto, durante o qual a SRI instalou-se provisoriamente no Anexo do Palácio Itamaraty (Bolo de Noiva), toda a documentação oficial manteve o endereço original da secretaria, no Palácio do Planalto. A declaração registra o endereço provisório, ao invés do oficial.

b) Os dados pessoais do ministro também estão incompletos, como a numeração de seu RG, o que não é habitual nas documentações oficiais emitidas pela SRI.

c) A declaração não apresenta numeração de controle interno, como é prática da Secretaria para emissão de todos os documentos oficiais.


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