Em reportagem de Consuelo Dieguez, ministro chama Ideli de “fraquinha” e diz que Gleisi não conhece Brasília. Jobim nega teor das declarações

Depois de uma sucessão de declarações polêmicas, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB-RS) aceitou entregar sua carta de demissão do cargo à presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira. A gota d'água foi a publicação da reportagem de Consuelo Dieguez na revista Piauí , em que o ministro chama a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT-SC) de "fraquinha" e diz que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), não conhece Brasília.

Em nota oficial divulgada antes do anúncio de sua demissão , Jobim negou o teor das declarações e afirmou que suas frases foram distorcidas. “Em momento algum, fiz referência à ela dessa natureza”, disse. O ministro da Defesa classificou as informações veiculadas na imprensa como “parte de um jogo de intrigas" e uma tentativa de desestabilizá-lo.

Na reportagem, o trecho polêmico foi contextualizado. "Enquanto comia uma salada, ( Nelson Jobim ) comentou a discussão da liberação de documentos sigilosos do Estado. “É muita trapalhada, a Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília”, falou, referindo-se à ministra das Relações Institucionais e à da Casa Civil."

Em outro trecho da mesma reportagem, Nelson Jobim descreve os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso como "sedutores", mas diz que a diferença entre um e outro seria que Lula fala "palavrão" e FHC, não.

"Uma tarde, Jobim recebeu a visita do ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, que insistiu para que ao menos conversasse com o presidente ( Lula ). Jobim foi ao Planalto, ouviu os argumentos de Lula, e ficou de pensar. Intuía que, se dissesse não na hora, seria dissuadido. “O Lula é um sedutor”, disse. “Aliás, ele e Fernando Henrique são sedutores. Só que de maneiras diferentes. O Lula diz palavrão, o Fernando é um lorde”, disse Jobim".

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