Kassab veta itens de transparência na lei orçamentária de 2012

Prefeito elimimou medidas que previam, por exemplo, a divulgação de convênios e projeto de impacto ambiental para obras

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Futura Press
Quatro medidas que previam transparência na administração de Kassab foram excluídas do projeito de lei
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou quatro medidas de transparência embutidas pelos vereadores na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, aprovada no início do mês pela Câmara Municipal.

Os artigos previam, por exemplo, a divulgação dos convênios das operações urbanas e um projeto para avaliar o impacto ambiental das obras da prefeitura.

Pela alteração feita no Legislativo, Kassab teria de publicar na internet os convênios e contrapartidas dos prédios construídos acima do permitido pela Lei de Zoneamento nas áreas das quatro operações urbanas da cidade - Água Branca, Água Espraiada, Faria Lima e Centro.

Assim, seria possível saber, por exemplo, quais contrapartidas para o trânsito de uma região um novo condomínio tem de fazer e o prazo para a conclusão dessas obras. O mesmo valeria para empreendimentos como shoppings e supermercados.

Em seu veto, Kassab alegou que a divulgação de "atos individuais" não está prevista pela Lei Orgânica do Município e a movimentação financeira das operações urbanas já é publicada no portal da Prefeitura na internet. Hoje, porém, é divulgada só a soma geral dos recursos que entram e saem das operações.

Outro veto foi à criação de um "projeto-piloto" para avaliar o impacto ambiental das obras da Prefeitura. Teriam de ser calculados os créditos de carbono que a administração municipal deveria pagar e o gasto hídrico de cada projeto. Para o prefeito, a medida feria a Constituição, uma vez que apenas o Executivo pode legislar sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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