Prefeito pretende entrar com registro do novo partido na Justiça Eleitoral até a próxima sexta-feira

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, comandou na manhã deste sábado a convenção nacional do PSD que elegeu a chapa única da nova sigla. A realização da convenção é a última etapa exigida para que o partido entre com o registro na Justiça Eleitoral. O evento aconteceu no antigo edifício Joelma, no centro da capital, onde será a sede do novo partido.

“Até sexta-feira da semana que vem pretendemos entrar com o pedido de registro do partido no Tribunal Superior Eleitoral”, disse Kassab ao final da convenção. Segundo o prefeito, mais de 500 mil assinaturas de apoio à criação da legenda já foram homologadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais. A coleta de ao menos 480 mil assinaturas de eleitores é uma das exigências da Justiça Eleitoral.

O prefeito classificou as tentativas do DEM e do PTB de dificultar a criação da legenda de “terrorismo”. “Eles querem fazer terrorismo midiático. Mas o partido já existe”, disse. Acionada por esses partidos, a Justiça Eleitoral solicitou a instalação de um inquérito policial para investigar uma série de irregularidades na documentação do PSD.

Além de Kassab na presidência nacional da legenda, os futuros filiados elegeram a deputada Kátia Abreu (TO) na primeira vice-presidência, o ex-ministro Roberto Brant (MG) na segunda vice-presidência, o governador Raimundo Colombo (SC), na terceira vice-presidência, e o governador Omar Aziz (AM) na quarta vice-presidência. Tirando Aziz, todos os vices de Kassab faziam parte do quadro do DEM.

A secretaria-geral ficou com o ex-deputado Saulo Queiroz (MS), a primeira secretaria ficou com o deputado Eduardo Sciarra (PR) e a segunda secretaria ficou com o ex-deputado André de Paula (PE). O tesoureiro do PSD será o diretor da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de São Paulo (Prodam), Flávio Chuery (SP). Todos os secretários e o tesoureiro eram ligados ao DEM.

Em São Paulo, o partido será comandado pelo secretário municipal Alfredo Cotait, hoje vice-presidente estadual. Após o processo de registro do PSD, Kassab irá se licenciar da presidência estadual e passará o camando para Cotait. No interior, a ex-deputada Zulaiê Cobra Ribeiro (ex-DEM) articula em nome da legenda nos municípios. Segundo Kassab, o partido já tem diretórios em 480 municípios paulistas. Em 2012, o PSD pretende lançar candidato próprio à sucessão de Kassab. O nome mais cotado é o do vice-governador Guilherme Afif Domingos (ex-DEM), que ficou responsável pela elaboração do programa do partido.

No Rio de Janeiro, o partido será comandado pelo ex-deputado Indio da Costa (ex-DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra. Segundo o ex-deputado, o PSD irá apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB). “Teremos a maior bancada no Rio de Janeiro, com 12 deputados”, afirmou Indio da Costa. O novo partido será da base do governador Sérgio Cabral (PMDB), aliado da presidenta Dilma Rousseff (PT). “Não se trata de aderir à base do governo. A Dilma hoje está adotando idéias que eu sempre defendi, como a privatização dos aeroportos, por exemplo”, afirma.

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