Kassab lança novo partido em Salvador no domingo

Depois de comunicar sua saída do DEM ao presidente da sigla, o prefeito anuncia o PSD com aliados na Bahia

iG São Paulo |

Depois de comunicar sua saída do DEM ao presidente da sigla, Agripino Maia (RN), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se prepara para o lançamento de uma nova sigla em ato político em Salvador. O evento está marcado para as 9h do próximo domingo, dia 20 de março, no hotel Fiesta, na capital baiana. Na tarde de segunda-feira, Kassab e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que também já anunciou sua saída do DEM, farão o lançamento na Assembleia Legislativa paulista.

Na Bahia, o principal aliado de Kassab é o vice-governador Otto Alencar (PP). “Vamos fazer um grande manifesto aqui em Salvador para a criação do novo partido”, disse Alencar ao iG . O vice baiano pretende levar para o novo partido figuras que se encontram em siglas oposicionistas. Ele cita como exemplo o próprio irmão Eduardo Alencar, que é prefeito de Simões Filho (região metropolitana de Salvador).

Nome recente no PP, Alencar não possui bom trânsito no setor que lidera o partido no Estado, encabeçado pelo ministro da Cidades, Mário Negromonte (PP). Nas negociações para divisão de cargos no governo, o PP baiano se posicionou no sentido de que a indicação de Alencar para a pasta da Infraestrutura era da cota pessoal do governador Jaques Wagner (PT).

Um dos candidatos a integrar o novo partido é o deputado federal Paulo Magalhães (DEM-BA) , primo de ACM Neto, líder da bancada democrata na Câmara. Magalhães já vem votando com o governo federal e nos últimos dias trocou acusações públicas de “traição” com o primo.

Partido Social Democrático

A pedido de um assessor da presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo, o auditório Franco Montoro foi reservado para a próxima segunda-feira (21), de acordo com o departamento de Comissões da Casa. No ato na capital paulista, o vice-governador de São Paulo deverá ler o estatuto do novo partido . O estatuto prevê, por exemplo, "a humanização dos centros urbanos". Essa foi uma das bandeiras de Kassab em programas como o Cidade Limpa.

A nova sigla havia sido batizada provisoriamente de PDB (Partido da Democracia Brasileira), mas o nome ventilado ontem por aliados de Kassab era PSD (Partido Social Democrático). A avaliação interna foi que o PDB já havia se desgastado, especialmente depois que o deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) usou as iniciais da legenda para chamá-lo de "partido da boquinha", por conta da opção de se aproximar da base governista. O nome PSD seria uma homenagem a Jucelino Kubischek, filiado à sigla, que existiu entre 1945 e 1965.

Kassab planejou criar um novo partido para que não fosse acusado de infidelidade partidária. O projeto seguinte seria fazer com que o pequeno partido se fundisse ao PSB, comandado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A falta de segurança jurídica da operação tem causado dúvidas nos que desejam acompanhar Kassab. Por isso, o movimento perdeu força nos últimos dias.

(Com reportagens de Adriano Ceolin, iG Brasília, e Thiago Guimarães, iG Bahia)

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