Kassab filia presidente de central sindical e dá a ele 50% do orçamento da sigla

Em evento de filiação de sindicalistas, Kassab diz que presidente de central terá o papel de aproximar sigla de movimentos sociais

Valor Online |

AE
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, irá administrar 50% dos recursos do PSD, anunciou nesta terça-feira o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , em evento de filiação de sindicalistas ligados a central, a terceira maior do país. 

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Junto com Patah foram outros dirigentes da entidade, que terá lideranças filiadas ao novo partido em 24 Estados e no Distrito Federal. O presidente da central sindical reforça, porém, que a entidade continuará suprapartidária - há integrantes da diretoria no PPS, PV e PDT.

Segundo Kassab, metade do dinheiro que entrar no caixa do PSD assim que o registro for julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá para o órgão partidário administrado por Patah, que fará a relação com os movimentos sindicais e sociais, com cursos de formação política e atividades para os trabalhadores.

Outros 25% irão para o instituto comandado pelo vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que ficará responsável pela construção do programa do partido, e o resto será usado nas ações da legenda. Como é um partido em formação, o PSD ficará com parcela do Fundo Partidário extremamente reduzida por não ter disputado a eleição de 2010 - o fundo é dividido de acordo com a bancada de deputados federais eleitos. A legenda terá apenas parte da parcela mínima, de 5% dos recursos, que são repartidos entre todos os partidos, o que dá cerca de R$ 40 mil por mês.

O PT, com a maior bancada da Câmara dos Deputados, recebe R$ 3,6 milhões mensais.Os recursos virão, principalmente, de doações de empresas e de integrantes do partido, entre eles Afif, que tem ótimas relações na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da qual é dirigente. Na UGT, Patah já administra orçamento de quase R$ 30 milhões, vindo de recursos dos sindicatos filiados e do repasse do imposto sindical, que dará algo em torno de R$ 21 milhões para a central em 2011. (Raphael Di Cunto | Valor)

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