Kassab confirma ida à festa do PT e provoca reação de Marta

Prefeito de São Paulo poderá dividir palanque com Fernando Haddad na festa marcada para esta noite em Brasília

Ricardo Galhardo, enviado a Brasília |

Um dia depois de avisar que prefere adiar seu engajamento na campanha petista em São Paulo a "acordar de mãos dadas" com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , a senadora Marta Suplicy (PT-SP) deparou-se nesta sexta-feira com a notícia de que o fundador do PSD comparecerá à festa em comemoração ao aniversário do PT. Kassab confirmou presença na celebração que acontece esta noite, em Brasília, e deve dividir o palanque com o pré-candidato petista à prefeitura paulistana, Fernando Haddad.

Aviso: Marta manda recado ao PT e rejeita ficar 'de mãos dadas' com Kassab

Consolo: PT decide manter Marta Suplicy no comando da vice-presidência do Senado

Senado Federal
Diante da reação de Marta, houve quem avaliasse que faltou acertar com senadora engajamento na campanha em troca da vice-presidência do Senado
Assim que tomou conhecimento da ida de Kassab ao evento, Marta avisou que se recusa a comparecer à festa, segundo petistas. Nas últimas horas, colegas de partido da ex-prefeita se revezavam ao telefone para tentar convencê-la a aparecer nas comemorações.

A presença de Kassab na festa ocorre em meio às conversas para uma aproximação entre o PT e o PSD, de olho na corrida eleitoral deste ano. Ontem, Marta explicou que decidiu adiar seu engajamento na campanha de Haddad enquanto não ficar claro qual será o alinhamento em relação a Kassab e ao PSD.

É hábito da direção do PT convidar dirigentes de todos os partidos aliados a participarem da festa de aniversário da legenda. O evento desta noite terá a presença da presidenta Dilma Rousseff , que deve chegar ao centro de convenções escolhido para a celebração no início da noite.

Diante da reação de Marta, houve quem avaliasse que faltou deixar claro à senadora que sua permanência na vice-presidência do Senado deveria vir acompanhada de seu engajamento na pré-campanha de Haddad. Depois de ser preterida na escolha do candidato à prefeitura e de ficar fora da reforma ministerial, Marta pressionou para que não fosse executado o acordo para um rodízio no cargo. Em tese, ela deveria ceder a vice-presidência ao colega José Pimentel (PE). “É como amigo secreto, você ganha um presente e tem que dar outro", afirmou um dirigente.

    Leia tudo sobre: Marta Suplicygilberto kassabdilma rousseff

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG