Justiça suspende cassação da prefeita de Rosana (SP)

Aparecida Barreto (PMN) foi acusada de não ter feito o pagamento de abono a servidores municipais em 2009

Agência Estado |

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A Justiça suspendeu o processo de cassação da prefeita da cidade paulista de Rosana, Aparecida Batista Dias Barreto (PMN), acusada de não ter feito, em 2009, o pagamento de um abono aos servidores municipais. A liminar, dada no final da noite de ontem pelo juiz Fernando Amaral Salles, considerou haver indícios de irregularidades no procedimento aberto pela comissão processante da Câmara. O processo ficará suspenso até o julgamento do mérito do recurso movido pela prefeita contra a tentativa de cassação.

A cidade, localizada no extremo Oeste do Estado, ficou conhecida por ter sido alvo da operação Mexilhão Dourado, que resultou na prisão de 36 pessoas, entre elas seis dos nove vereadores, em 2007. Eles estariam envolvidos em um esquema de desvios que resultou em prejuízo de R$ 58,8 milhões. O prefeito anterior, Jurandir Pinheiro (DEM), foi cassado. A atual prefeita, que substituiu Pinheiro, teria se recusado a participar do esquema e, segundo a polícia, foi ameaçada de morte.

A perda do mandato de Aparecida foi pedida pelo Sindicato dos Servidores Municipais, alegando infração político-administrativa. A Câmara acolheu a denúncia e formou uma comissão processante. A prefeita alega que não pagou o bônus aos servidores, num total de R$ 120 mil, porque não tinha dinheiro em caixa.

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