Justiça pede desocupação de Câmara de Natal

Integrantes do movimento "Fora Micarla", contra a prefeita de Natal, estão acampados há mais de uma semana

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A Justiça determinou hoje que os cerca de 100 integrantes do movimento "Fora Micarla", contra a prefeita de Natal, desocupassem ainda hoje a Câmara Municipal. Eles estão acampados no prédio há mais de uma semana. Os magistrados determinaram o prazo de até as 18 horas para que os manifestantes deixassem o prédio. O relator da matéria, desembargador Caio Alencar, afirmou que faria o possível para que não fosse utilizada força policial, mas declarou: "adianto que a decisão será cumprida".

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Manifestantes invadem Câmara Municipal de Natal. Eles estão acampados há uma semana em protesto contra a prefeita Micarla de Sousa, do PV
O recurso interposto pelos manifestantes continha, além do pedido do direito de permanência no local, o contraponto a duas questões que Alencar considerou ilegítimas. Uma delas dizia respeito à suposta ilegitimidade do procurador geral do município figurar na ação. O Pleno também rejeitou a preliminar que pedia a suspensão do mandado de segurança interposto pela Câmara Municipal.

Os estudantes invadiram a sede do legislativo pedindo o impeachment da prefeita Micarla de Sousa. Durante o período da ocupação, o legislativo da capital potiguar ficou impedido de realizar sessões. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) tentou intermediar o conflito entre os manifestantes e os vereadores. A revolta dos estudantes aumentou com a extinção da Comissão Especial de Inquérito (CEI), ocorrida no último fim de semana, que havia sido instalada para investigar os aluguéis pagos pela prefeitura.

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