Justiça libera indiciados por corrupção no Mato Grosso do Sul

Grupo é acusado de desvio de dinheiro público em município do interior do Estado

Agência Estado |

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) libertou hoje todos os acusados de corrupção no escândalo chamado "farra da propina" em Dourados (MS). Foram colocados em liberdade Carlinhos Cantor (então vice-prefeito), a esposa do ex-prefeito, Maria Artuzi, e o ex-presidente da Câmara Sidlei Alves.

Também estão em liberdade os vereadores Humberto Teixeira Júnior e Edvaldo Moreira, o ex-procurador-geral do município Alziro Moreno, a ex-secretária de Finanças, Inês Boscheti, a ex-secretária de Administração, Tatiane Moreno, e o ex-secretário de Serviços Urbanos, Cláudio Marcelo.

Antes da decisão de hoje, o prefeito de Dourados, Ari Artuzi (sem partido), já havia sido libertado depois de cumprir 93 dias de prisão, parte em uma delegacia da Polícia Civil e o restante no Presídio Federal de Campo Grande, de onde saiu na noite da última quarta-feira. Ontem, Artuzi pediu renúncia do cargo de prefeito, mas a decisão não foi seguida pelos 11 vereadores acusados de participação no esquema.

O grupo liberado foi indiciado pela Polícia Federal (PF) e na condição de réus perante a Justiça como participantes ativos de desvios de dinheiro da Prefeitura de Dourados. Os golpes eram feitos através de fraudes em concorrência pública e superfaturamento em despesas com as secretarias municipais de Saúde, Obras Públicas e Educação, rendendo ao prefeito R$ 500 mil por mês e ao demais de R$ 50 mil a R$ 120 mil.

Com a renúncia do prefeito, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou a realização de eleições para escolha de novo prefeito, vice-prefeito e vereadores. O pleito deverá acontecer dentro de 90 dias e os candidatados terão 25 dias para a propaganda eleitoral.

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