Ex-presidente da Loterj foi homem de confiança de Dirceu e pivô de um dos primeiros escândalos do governo Lula

Foto de arquivo do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares do Ministério de Articulação Política, Waldomiro Diniz
AE
Foto de arquivo do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares do Ministério de Articulação Política, Waldomiro Diniz
A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) Waldomiro Diniz a 12 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por crimes contra a Lei das Licitações, corrupção ativa e passiva. Diniz ainda terá que pagar multa de R$ 170 mil.

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A condenação de Waldomiro foi revelada um dia após a deflagração da Operação Monte Carlos da Polícia Federal. Nela, chefes da quadrilha especializada em explorar máquinas caça-níqueis em cinco Estados foram presos. Entre eles o empresário, considerado líder da quadrilha, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Diniz e Cachoeira foram protagonistas do primeiro grande escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Quando era Subchefe da Casa Civil de José Dirceu, Waldomiro apareceu num vídeo negociando com Cachoeira o recebimento de dinheiro do jogo do bicho.

Os recursos iriam reforçar o caixa dois das campanhas de Rosinha Garotinho e Benedita da Silva ao governo do Estado. Bispo Rodrigues, então deputado federal, foi afastado da Igreja Universal por também aparecer como beneficiário do esquema.

Na sentença que condenou Diniz a juíza Maria Tereza Donatti, da 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, disse que “ficou suficientemente comprovado que a 'negociata' entre os réus Waldomiro e Carlos Ramos visava interesses pessoais e também de políticos que seriam beneficiados com as tais 'doações', muito embora a renda da Loterj devesse ser 'destinada aos projetos de interesse social relacionados à segurança pública, à educação, ao desporto, à moradia e à seguridade social’”.

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