Justiça bloqueia os bens de Lindberg Farias

Ex-prefeito de Nova Iguaçu e pré-candidato ao Senado é suspeito de improbidade por contratar fundação ligada ao PT

Raphael Gomide, do iG Rio de Janeiro |

A Justiça bloqueou os bens do ex-prefeito de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), Lindberg Farias e pré-candidato ao Senado pelo PT, por indícios de improbidade administrativa durante sua primeira gestão.

A decisão é do juiz Maurício Chaves de Souza Lima, da 3ª Vara Cível de Nova Iguaçu, a pedido do Ministério Público do Estado do Rio.

O motivo da medida foi a contratação com dispensa de licitação da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para supostamente melhorar a gestão da prefeitura, em 2005. O valor, à época, era de R$ 1,246 milhão (R$ 1,566 milhão, em valores atualizados, pelo IGP-M, segundo o site do Banco Central).

De acordo com os promotores, o contrato tem termos vagos e não há comprovação da prestação de serviços. Para o Ministério Público, a fundação não tinha “notória especialização” que justificasse a dispensa de licitação e servia para a subcontratação sem licitação de empresas de consultoria.
Segundo um promotor ouvido pelo iG, o acordo de Lindberg com a Finatec reproduz um esquema nacional do PT, de contratação da fundação, também investigada pelo MP do Estado do Espírito e do Distrito Federal.

A Finatec ficou conhecida por ter gasto R$ 389 mil para mobiliar luxuosamente o apartamento do então reitor da UnB (à qual está vinculada), Timothy Mulholland.

O iG não conseguiu contato com a assessoria de Lindberg. Ao jornal O Globo, o ex-prefeito atribuiu a ação a perseguição política.

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