Juristas lançam 'manifesto' pela democracia e criticam Lula

Para manifestantes, presidente faz ameaças à liberdade de expressão e à oposição ao seu governo

Agência Estado |

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Juristas lançaram ontem, no Largo de São Francisco, em São Paulo, o Manifesto em Defesa da Democracia, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O agravo em 43 linhas critica o presidente Lula, que, segundo os manifestantes, na reta final da campanha à sua sucessão, distribui hostilidades à imprensa e faz ameaças à liberdade de expressão e à oposição.

O presidente chegou a ser comparado a Benito Mussolini, ditador da Itália nos anos 30. "Na certeza da impunidade (Lula), já não se preocupa mais nem mesmo em valorizar a honestidade. É constrangedor que o presidente não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas 24 horas do dia", disse Hélio Bicudo, fundador do PT, do alto do púlpito da praça.

Professores, sociólogos, economistas, intelectuais, escritores, poetas, artistas, advogados e políticos do PSDB cantaram o Hino Nacional. "Estamos em um momento perigoso, à beira de uma ditadura populista", disse o ex-ministro Miguel Reale Júnior. O manifesto tem, entre seus signatários juristas, cientistas políticos, historiadores, embaixadores e membros da classe artística. Hélio Bicudo encabeça a lista, ao lado do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso e do arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns.

Os ex-ministros da Justiça José Gregori, Paulo Brossard, Miguel Reale Júnior, José Carlos Dias, além do embaixador Celso Lafer, também subscrevem o documento. A academia, por sua vez, aparece com os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues, José Arthur Gianotti, José Álvaro Moisés e Lourdes Sola, bem como os historiadores Marco Antonio Villa e Boris Fausto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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