Jucá descarta apoio unânime do PMDB ao mínimo de R$ 545 no Senado

'Mágica do Henrique não chegou ao Senado', afirma líder do governo, que já contabiliza ao menos quatro dissidências

Andréia Sadi, iG Brasília |

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), descartou nesta quarta-feira (23) a garantia 100% do apoio do PMDB ao salário mínimo no Senado. Jucá, que é relator do projeto na Casa, ironizou o risco de infidelidade do principal partido aliado de Dilma Rousseff na votação desta tarde. “A mágica do Henrique ( Alves, líder do PMDB na Câmara ) não chegou aqui no Senado. Contabilizo pelo menos quatro dissidências”, disse ele.

Na semana passada, o PMDB votou fechado com o governo na proposta do mínimo na Câmara. O partido foi mais fiel que o próprio PT, partido de Dilma, que registrou duas dissidências.

A votação na Câmara marcou o primeiro teste de Dilma com a base aliada. Os deputados aprovaram o mínimo de R$ 545 ao rejeitarem duas emendas propondo valores maiores. A primeira, de R$ 600, foi derrubada por 376 votos contra e 106 a favor, com 7 abstenções. A segunda, que propunha valor de R$ 560, teve 361 votos contra, 120 a favor e 11 abstenções.

Líderes dos partidos da base aliada ao governo calculam ter cerca de 60 votos para aprovar , nesta quarta-feira, o projeto de lei que aumenta o salário mínimo para R$ 545. Os votos contrários deverão se restringir à oposição e a um pequeno grupo de dissidentes do PMDB e do PP.

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