Jobim discute corte de R$ 8,2 bi no orçamento da Defesa

Ministro da Defesa disse que vai consolidar valores para chamar os comandantes das três Forças e distribuir os recursos

AE |

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu no início da tarde desta terça-feira (15) com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Míriam Belchior, para discutir cortes de gastos na sua pasta neste ano. Segundo o ministro, o orçamento da Defesa vai passar de R$ 15,1 bilhões para R$ 6,9 bilhões, que serão distribuídos para os comandos das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica), para manutenção operativa e projetos.

Pelos cálculos de Jobim, o corte vai atingir 36% dos recursos que podem ser contingenciados. Dos R$ 15,1 bilhões, há uma parte de recursos, como despesas obrigatórias, que não pode ser cortada. O ministro disse que vai consolidar hoje os valores para chamar os comandantes das três Forças e distribuir os recursos. Questionado se o corte foi alto, Jobim disse que não podia achar coisa nenhuma. "Isso depende do resultado da economia, das condições econômicas".

Jobim admitiu, no entanto, que o Ministério da Defesa vai ter de paralisar projetos. Ele disse também que as Forças Armadas não têm que ficar contentes ou descontentes com os cortes. "Têm de cumprir. No Exército, na Marinha e na Aeronáutica há uma coisa que é a hierarquia", afirmou. Segundo ele, não existe nenhuma "teoria de conspiração" no fato de a reunião dele com a equipe econômica ter ocorrido hoje, em meio à discussão do salário mínimo.

Caças

O ministro da Defesa afirmou que a decisão sobre a compra de caças pelo governo brasileiro terá de ser feita ainda neste ano, mas o desembolso dos recursos não será realizado em 2011. "De uma forma ou de outra não teria (desembolso) neste ano", afirmou. "A questão dos caças tem uma liturgia que vocês tem de entender: a presidente (Dilma Rousseff) tomou a decisão que tem de mandar (as propostas) para o Conselho de Defesa Nacional. Só depois da decisão do conselho é que viria a decisão da presidente. Depois da decisão da presidente, teria de sentar a Força Aérea com a empresa escolhida para discutir o contrato. E essa discussão do contrato leva no mínimo um ano", explicou Jobim.

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