João Paulo Cunha é eleito presidente da CCJ

Deputado, que é réu no processo do mensalão, foi indicado pelo PT e eleito com 54 votos a favor

AE |

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara elegeu hoje, com 54 votos a favor e dois votos em branco, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) para presidir o colegiado. Ele é réu no processo em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de pagamento de mesada a parlamentares que ficou conhecido como "mensalão".

João Paulo foi indicado pelo PT para o cargo e foi candidato único. Sua escolha pelo PT ocorreu após um processo de disputa interna com Ricardo Berzoini (SP). No final, um acordo deu a João Paulo a presidência em 2011 e Berzoini será o indicado para o próximo ano. O STF aceitou denúncias contra João Paulo por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato. O julgamento pode ser realizado ainda neste ano.

Após ser escolhido, no mês passado, o agora presidente da CCJ negou que o andamento do processo possa atrapalhar seu desempenho na comissão. "Ser réu não significa ser culpado", afirmou ele. O primeiro vice-presidente da Comissão será Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA).

Discurso

Em seu primeiro discurso, o deputado fez questão de mencionar o tema do mensalão. "Vocês sabem que eu respondo a um processo no Supremo Tribunal Federal, não poderia deixar de mencionar isso", disse. "Esse processo, que me atormenta muito, mudou a minha vida. Mas eu tenho muita fé e convicção no direito e na justiça de que, em breve, nós resolveremos por completo ( essa questão )."

O recém-eleito presidente do CCJ comparou o processo do mensalão a uma guerra. "Às vezes, as disputas políticas tomam formato de guerra, com instrumentos que não se tem como controlar, que atinge o coração, a vida, a alma dos seus próximos, sem ninguém calcular isso."

João Paulo afirmou que os colegas podem ficar com a "consciência tranquila" por terem escolhido ele para comandar a comissão mais importante da Casa, e concluiu dizendo que sua vida é "absolutamente limpa".

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