Novo líder do PT na Câmara acredita que partido corre risco de perder eleição caso não se alie ao PMDB no primeiro turno

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Sem nenhuma dúvida de que o ex-governador José Serra (PSDB) será candidato à Prefeitura de São Paulo, o novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), não faz rodeios: acha que seu partido corre o risco de perder a eleição na maior cidade do País caso não se alie ao PMDB no primeiro turno.

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Novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (22/8/2011)
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Novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (22/8/2011)

Ex-secretário municipal na gestão Marta Suplicy (2001-2004), ele teme a reedição do fiasco ocorrido há quase oito anos, quando o PT rejeitou o PMDB na chapa e foi derrotado. "O PT precisa parar de brincar de fazer política. Se há um movimento de rearticulação das forças conservadoras do lado de lá, temos de nos unir do lado de cá e procurar o PMDB", diz Tatto, um dos entusiastas da parceria com o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

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Apesar de apoiar a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad , o deputado chega a afirmar que, para não ser arrogante, a direção do PT deve se sentar à mesa com os partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff e discutir até mesmo a cabeça da chapa.

"Eu defendo o PMDB para vice de Haddad, mas isso não pode ser colocado como precondição", ressalva. "Não podemos sair divididos nessa campanha. Isso é de uma miopia política muito grande."

Na avaliação de Tatto, que desistiu de disputar prévia no PT , o deputado Gabriel Chalita (SP), pré-candidato do PMDB, "não é um nome ruim". Mas explica que não está indicando o nome do pré-candidato do PMDB, mas em um nome indicado pelo PMDB.

Aos responder à reportagem sobre o fato de os contrários à parceria com Chalita dizerem que ele tem perfil semelhante ao de Haddad, por ser da área de educação, Tatto respondeu: "Não é um nome ruim. É que a força não está no Chalita. A força está no PMDB, e não tem esse negócio de perfil. Quem acha que o Haddad vai pegar um voto acima daquilo que é o histórico do PT está enganado. Agora, não podemos sair divididos na campanha. Isso é miopia política. Uma coisa é ter a base dividida lá em Cochinchina da Serra. Outra, em São Paulo, centro das forças atrasadas, retrógradas, de direita." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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