Jatene pede ajuda do povo do Pará para não errar

Em seu discurso, o novo governador disse que sua eleição representa a expressão de uma causa em favor dos que mais precisam

AE |

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O tucano Simão Jatene prometeu, ao assumir pela segunda vez o governo do Pará , "fazer o possível e até o impossível para que daqui a quatro anos tenhamos um Estado bem melhor do que aquele que estou recebendo". Ele fez a afirmação após receber a faixa de governador da petista Ana Júlia Carepa, a quem derrotou nas eleições. "Me ajudem a não errar e a acertar para fazer o melhor", pediu ele, à multidão.

Carepa não chegou a ficar cinco minutos no palanque montado em frente ao palácio Lauro Sodré, antiga sede do governo estadual, hoje transformado em museu. Ela foi recebida com vaias pela multidão, mas Jatene interveio, puxando os aplausos. "Não vou fazer um governo de revanchismo", resumiu.

Um forte esquema de segurança foi montado para a posse do novo governador. Havia o temor de que petistas e tucanos entrassem em confronto, mas o clima foi de tranquilidade. Caravanas de várias regiões do Estado estavam presentes com faixas e cartazes.

Em seu discurso, Jatene disse que a eleição dele não representava a indicação de uma pessoa, mas a "expressão de uma causa em favor, principalmente, dos que mais precisam". E elegeu três prioridades de governo: saúde, segurança e educação.

Além de cinco hospitais regionais que construiu em seu primeiro governo, ele anunciou que pretende erguer mais dois, um deles para transplantes. O governador pretende fechar parcerias com as prefeituras e modernizar os hospitais municipais para que os doentes recebam em suas cidades o atendimento de emergência sem que seja preciso se deslocar até Belém, como fazem hoje.

A certa altura de seu discurso, o tucano reclamou que o Pará ainda não é visto pelo País com a grandeza de que se faz merecedor. Para vencer essa barreira, a fórmula seria a união das bancadas paraenses em Brasília para reivindicar maiores fatias na distribuição de recursos.

Ao final, Jatene pediu que fosse fiscalizado, junto com sua equipe de governo. "No órgão público, o cidadão é quem manda. Ele não é cliente, como no órgão privado. Portanto, merece ser tratado com respeito e atendido em suas reivindicações."

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