Jaqueline tenta arquivar investigação na Corregedoria da Câmara

Argumento defendido por advogado é de que não existe necessidade de ter duas investigações sobre o mesmo processo

iG São Paulo |

Sob o argumento de que a abertura no Conselho de Ética prejudica a investigação do processo, o advogado de Jaqueline Roriz (PMN-DF), Eduardo Alckmin, pediu o arquivamento da investigação contra a deputada na Corregedoria da Câmara. “Como a deputada já responde por um processo no Conselho, não há por que continuar com as investigações da Corregedoria”, disse.

Segundo Alckmin, Jaqueline preferiu não se manifestar sobre as denúncias de recebimento de dinheiro ilícito na peça de defesa por considerar a investigação na Corregedoria “inócua”. Além disso, disse que a parlamentar não tem "condições psicológicas" de ir à Câmara.

O processo no Conselho foi aberto em razão da representação apresentada pelo Psol contra a deputada. O colegiado pode processar um parlamentar por quebra de decoro em dois casos: quando é provocado pela Mesa, após investigação da Corregedoria, e quando recebe representação direta de partido político

Conselho de Ética

Eduardo Alckmin confirmou que irá apresentar a defesa de Jaqueline ao Conselho de Ética nesta terça-feira (29), em reunião com o relator do caso, Carlos Sampaio (PSDB-SP), e o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PDT-BA). O advogado adiantou que, na defesa, irá argumentar que a deputada não pode ser processada no conselho por atos cometidos antes do início do mandato na Câmara. Na época das filmagens, em 2006, Jaqueline era candidata a deputada distrital.

Com Agência Câmara

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