Jader Barbalho volta a ocupar vaga no Senado

Peemedebista foi empossado por Marta Suplicy em cerimônia no gabinete da Presidência da Casa

iG São Paulo |

O peemedebista Jader Barbalho (PMDB-PA) tomou posse no Senado Federal nesta quarta-feira. A solenidade foi realizada no gabinete da Presidência da Casa, após uma reunião da Mesa Diretora. O peemedebista foi empossado pela presidente em exercício, Marta Suplicy (PT-SP). Jader assume em lugar da senadora Marinor Britto (PSOL-PA), que tentou sem sucesso se manter no cargo por meio de dois recursos derrubados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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AE
Jader foi empossado por Marta Suplicy, em cerimônia na Presidência do Senado

Jader foi beneficiado pela decisão do Supremo que invalidou a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Sua candidatura ao Senado havia esbarrado na regra criada para restringir a eleição de políticos condenados na Justiça.

Na volta ao Senado, ele terá como colega nomes como o senador Pedro Taques , ex-procurador da República e integrante da força-tarefa do Ministério Público responsável pela prisão do peemedebista por 10 dias, em fevereiro de 2002, sob acusação de integrar uma quadrilha que teria desviado R$ 4 bilhões da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Depois de ter um primeiro recurso negado na Justiça, Marinor Brito tentou ontem impedir a posse de Jader por meio de um mandado de segurança que teve liminar indeferida pelo ministro Carlos Ayres Britto, presidente em exercício da Corte. Ela contestava os trâmites da convocação do Congresso para realizar a posse durante o recesso.

Marinor assumiu a vaga de segunda senadora eleita do Pará no ano passado depois de terminar a votação em quarto lugar. Isso só foi possível porque os registros do segundo e do terceiro candidatos mais votados, Jader e Paulo Rocha, foram negados com base na Ficha Limpa.

No mandado de segurança, a defesa de Marinor Brito alegava que a Constituição Federal prevê que o Congresso Nacional só pode se reunir durante o recesso legislativo se houver convocação extraordinária ou, em caso de prorrogação da sessão legislativa. A senadora sustenta ainda que houve "abuso de direito", por parte do presidente da Mesa Diretora, José Sarney (PMDB-AP), ao comunicar, por meio de ofício, a reunião para a posse.

*Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado

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