Internet obriga candidato a interagir com eleitor

Para publicitário Duda Mendonça, internet abre novas possibilidades e dá mais dinamismo à cobertura eleitoral

Luiz Antonio Ryff, iG Rio |

“Pela primeira vez o político vai ter que interagir. Porque hoje ele faz um comício, todo mundo escuta e ele fala. Ele vai para a televisão, todo mundo escuta e ele fala. Ele vai para um debate, todo mundo escuta e ele fala. No máximo um outro igual a ele rebate. Agora não. Através do twitter e de outros meios, ele vai ter que responder. Essa é uma mudança muito grande, sobretudo nas grandes cidades”.

A constatação é do publicitário Duda Mendonça, responsável pelo marketing político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2002. “Está todo mundo preocupado com isso. Americanos já vieram para cá, vão fazer a campanha da Dilma. O Serra está preocupado com isso, com twitter. Qual será a repercussão, não sei exatamente”.

Duda reconhece que, para a imprensa, a internet abre novas possibilidades e dá mais dinamismo à cobertura. Segundo ele, até então a imprensa repercutia fatos gerados por um debate ou por um programa das 20h. “Agora ela vai ter fatos gerados o dia inteiro”. Além disso, a internet não está submetida aos mesmos controles e limites de TV e mídia impressa. Outro ponto favorável para a internet é a conexão com o público mais jovem, mais arredio à participação eleitoral.

Ele reconhece que a importância da internet vem crescendo, mas acha que, sob alguns aspectos, ela está superavaliada. Na eleição de Barack Obama, por exemplo, ele considera que sua função foi superestimada. E diz que os eleitores de Obama podem até ter contribuído pela rede, mas o grosso do dinheiro arrecadado foi gasto mesmo em televisão.

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