Início de audiências do mensalão mineiro é adiado

Advogados de defesa não concordaram com a realização de sessão sem a presença de todos os acusados

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Os acusados de envolvimento no chamado mensalão mineiro - suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a campanha, em 1998, do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), hoje deputado federal - ganharam um tempo extra. O início das audiências para ouvir testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público, marcado para esta quarta-feira (26), foi adiado para 24 de fevereiro. A manobra foi possível porque os advogados de defesa não concordaram com a realização da audiência sem as presenças de todos os acusados.

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Marcos Valério, acusado de envolvimento com o mensalão mineiro
Dos dez acusados, apenas quatro estiveram no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. São eles: Marcos Valério (publicitário suspeito de operar o esquema), Cláudio Mourão (coordenador financeiro da campanha de Azeredo em 1998) e Fernando Moreira Soares e Lauro Wilson de Lima, ambos diretores de empresas públicas de Minas. Os acusados ausentes foram Walfrido dos Mares Guia Neto (vice-governador de Azeredo e ex-ministro do governo Lula), Ramon Hollerbach e Cristiano de Melo Paz (sócios de Marcos Valério), Eduardo Pereira Guedes (secretário de Comunicação de Azeredo, em 1998), além de Renato Cordeiro e José Afonso Bicalho Beltrão da Silva (integrantes do governo Azeredo).

Marcos Valério não quis ser fotografado e a imprensa não teve acesso aos acusados. Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo diz que o adiamento "não faz diferença". Ele informa ainda que há oito testemunhas arroladas pelo Ministério Público residentes fora de Minas Gerais.

O deputado federal Eduardo Azeredo também é réu no processo. Por causa do foro privilegiado em decorrência do mandato, o processo dele foi desmembrado e corre no Supremo Tribunal Federal (STF). No próximo dia 17 haverá audiência. Outro réu parlamentar e com processo desmembrado é o senador Clésio Andrade (PR), que assumiu a cadeira deixada por Eliseu Resende (DEM), morto no último dia 2.

De acordo com informações da assessoria de Imprensa do Fórum Lafayette, os acusados que faltaram à audiência não foram encontrados na ocasião de suas intimações judiciais. As audiências do mensalão mineiro são de competência da 9.ª Vara Criminal de Belo Horizonte (MG).

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