iG antecipou saída de Luiz Sérgio e articulação em torno de Ideli

Colunas e reportagens adiantaram desgaste do ministro, assim como os primeiros sinais de que seria substituído pela ex-senadora

iG São Paulo |

O desgaste e consequente saída de Luiz Sérgio da pasta de Relações Institucionais foram antecipados ao longo das últimas semanas pelo iG . Ontem, a coluna Poder Online adiantou a decisão do ministro de entregar o cargo à presidenta Dilma Rousseff, que já não escondia a mágoa com o fato de ter sido rifado pelos partidos da base aliada.

Um dia antes, o ministro ainda tentava colocar na mesa argumentos em favor de sua permanência no posto. Disse a Dilma que nunca foi ministro de fato, já que o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci o atropelava no exercício da função. Teria sido, então, uma espécie de "Roque Santeiro" da Esplanada .

Agência Brasil
Ministro atuava à sombra do chefe da Casa Civil desde o início do governo

Desde o início desta semana, antes mesmo de Palocci deixar o cargo, a substituição de Luiz Sérgio já era anunciada. A avaliação era de que a crise em torno do chefe da Casa Civil o colocava imediatamente em risco , ao ponto nem mesmo o PT apostar em sua sobrevivência . Até a instância do partido no Rio de Janeiro, berço político do ministro, silenciava diante dos rumores sobre sua saída.

Reportagem divulgada no início desta semana pelo iG revelando que Dilma já cogitava até mesmo uma reforma ministerial também dava como certa a substituição do ministro, que havia ganhado nos bastidores o apelido de "Luiz Garçom" - apenas anotava os pedidos.

A dificulade de Luiz Sérgio de assegurar a articulação da base já era visível bem antes disso. Em 19 de maio, o iG revelou que a rebeldia crescente dos partidos que apoiam o governo Dilma transparecia na negociação de projetos como Código Florestal, enfraquecendo cada vez mais a articulação do governo. Na prática, desde que assumiu o cargo, em janeiro, o ministro agia à sombra de Palocci.

A escolha de Ideli para a vaga, por outro lado, só começou a tomar forma nesta semana. Seu nome apareceu nas negociações pela primeira vez na noite da última terça-feira, mas reportagem do iG já mostrava o empenho do PMDB em interferir na substituição de Luiz Sérgio. Os peemedebistas queriam o líder do governo, Cândido Vaccarezza.

No caso de Ideli, jogou a favor o fato de ela ter sido senadora , pois é consenso entre os petistas que o Senado é atualmente um problema maior que a Câmara no que se refere à articulação da base aliada. E, além de ser a favorita de Dilma para o posto, Ideli isenta o governo de ter que buscar um novo nome para a liderança do governo na Câmara.

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