Ideli reúne líderes para tentar conter rebelião na base

Plano é tentar debelar crise diante da decisão da presidenta de não prorrogar prazo de emendas parlamentares

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se reuniu nesta quarta-feira no Palácio do Planalto com os líderes do PT, Paulo Teixeira; do governo, Candido Vacarezza, e do PMDB, Henrique Eduardo Alves, para tentar debelar uma nova ameaça de rebelião na base do governo na Câmara.

AE
Ministra foi escalada para as negociações com líderes da base
Desta vez o motivo da crise é a decisão da presidenta Dilma Rousseff de não prorrogar o prazo para pagamento de emendas parlamentares e repasses a prefeituras feitos em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”. Desde terça-feira parlamentares da base aliada têm se recusado a votar projetos de interesse do governo em protesto contra a decisão da presidenta.

No início do ano, Dilma publicou um decreto que determina o cancelamento dos repasses de “restos a pagar” para prefeituras inadimplentes ou que não tenham iniciado as obras até amanhã. A expectativa da base aliada é que Dilma faça outro decreto prorrogando o prazo. Com a decisão de fixar o prazo até amanhã o governo vai economizar R$ 4,6 bilhões.

A nova ameaça da base aliada é votar ainda hoje um projeto de decreto parlamentar do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), que cancela o decreto da presidenta. “O objetivo do decreto é justamente criar um canal para abrir a negociação”, disse o deputado.

Os “restos a pagar” foram assunto principal de um café da manhã da bancada do PDT, de um almoço da bancada do PT e devem ser o tema de um jantar marcado para a noite desta quarta-feira na casa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.

Na manhã de hoje, Paulo Teixeira foi à reunião da executiva nacional do PT para relatar ao partido a insatisfação causada pela decisão de Dilma. A avaliação da legenda é que o decreto da presidenta anula os efeitos positivos das nomeações para o segundo e terceiro escalões do governo aceleradas com a ida de Ideli para a articulação política.

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