Plano é tentar debelar crise diante da decisão da presidenta de não prorrogar prazo de emendas parlamentares

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se reuniu nesta quarta-feira no Palácio do Planalto com os líderes do PT, Paulo Teixeira; do governo, Candido Vacarezza, e do PMDB, Henrique Eduardo Alves, para tentar debelar uma nova ameaça de rebelião na base do governo na Câmara.

Ministra foi escalada para as negociações com líderes da base
AE
Ministra foi escalada para as negociações com líderes da base
Desta vez o motivo da crise é a decisão da presidenta Dilma Rousseff de não prorrogar o prazo para pagamento de emendas parlamentares e repasses a prefeituras feitos em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”. Desde terça-feira parlamentares da base aliada têm se recusado a votar projetos de interesse do governo em protesto contra a decisão da presidenta.

No início do ano, Dilma publicou um decreto que determina o cancelamento dos repasses de “restos a pagar” para prefeituras inadimplentes ou que não tenham iniciado as obras até amanhã. A expectativa da base aliada é que Dilma faça outro decreto prorrogando o prazo. Com a decisão de fixar o prazo até amanhã o governo vai economizar R$ 4,6 bilhões.

A nova ameaça da base aliada é votar ainda hoje um projeto de decreto parlamentar do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), que cancela o decreto da presidenta. “O objetivo do decreto é justamente criar um canal para abrir a negociação”, disse o deputado.

Os “restos a pagar” foram assunto principal de um café da manhã da bancada do PDT, de um almoço da bancada do PT e devem ser o tema de um jantar marcado para a noite desta quarta-feira na casa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.

Na manhã de hoje, Paulo Teixeira foi à reunião da executiva nacional do PT para relatar ao partido a insatisfação causada pela decisão de Dilma. A avaliação da legenda é que o decreto da presidenta anula os efeitos positivos das nomeações para o segundo e terceiro escalões do governo aceleradas com a ida de Ideli para a articulação política.

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