Ideli diz a PMDB que Cardozo não tem de antecipar operação da PF

Ministra das Relações Institucionais é cobrada durante reunião com bancada do Senado e sai em defesa de colega da Justiça

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Agência Brasil
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi cobrada em reunião no Senado
Cobrada pelo PMDB sobre a operação da Polícia Federal que prendeu integrantes do Ministério do Turismo indicados pelo partido, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) disse que a entidade tem de agir de forma "republicana e independente". Ressaltou também que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não é obrigado a antecipar informações sobre ações da polícia, segundo o iG apurou.

Ideli foi questionada sobre o assunto durante reunião com a bancada do PMDB no Senado na tarde desta terça-feira. Setores do partido ficaram irritados com a ação que prendeu o secretário-executivo da pasta, Frederico Costa, e o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins. Os dois foram indicados pela sigla. Colbert já exerceu três mandatos pelo PMDB da Bahia.

Segundo a reportagem apurou, a cobrança sobre a operação da PF foi o momento mais tenso da reunião. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) foi quem abordou o assunto, tentando contradizer a informação inicial de que o governo também havia sido surpreendido pelas prisões. Mais cedo a própria Ideli havia sido que a Presidência da República não havia sido informada previamente.
O senador paranaense afirmou que “seria impossível” o ministro da Justiça não saber da operação da PF. A ministra das Relações Institucionais saiu em defesa de Cardozo. Disse que o ministro tem obrigação de preservar informações estratégicas, sobretudo quando se referem a cumprimento de medidas judiciais. Cerca de 13 peemedebistas estavam presentes na sala quando o diálogo ocorreu.

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, foi indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Mais cedo ele também classificou como exagero as ações da PF no Turismo. Ele também saiu em defesa do secretário Colbert Martins, lembrando que ele está há apenas dois meses no cargo. Extraoficialmente, as reclamações da base foram ainda maiores.

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