Por sugestão de Gilberto Carvalho, ministra das Relações Institucionais deve escolher pessoa de extrema confiança dela

A  ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na cerimônia de posse
AE
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na cerimônia de posse
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) desistiu de convidar o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT-MT) para ser o secretário-executivo da pasta. Ela foi aconselhada pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) a escolher uma pessoa de sua extrema confiança e que tenha uma ligação histórica com ela.

O nome mais cotado para vaga é  o de Paulo André Argenta, que foi um dos principais assessores de Ideli no período em que ela esteve no Senado _entre 2003 e 2010. Segundo o iG apurou, um outro noem também estaria em discussão, mas a tendência é que Argenta assuma o posto de secretário-executivo nas Relações Institucionais.

O atual secretário-executivo é o ex-deputado federal Cláudio Vignati (PT-SC). Como o iG antecipou , Ideli decidiu demiti-lo assim que assumiu o ministério, há duas semanas. Apesar de serem petistas e catarinenses, Ideli e Vignati se desentenderam na campanha de 2010. Ela disputou o governo e ele o Senado. Vignati foi acusado de fazer alianças com o PMDB, o que prejudicou Ideli.

O primeiro nome cotado para substituir Vignati foi o de Abicalil. Contudo, na semana passada, ele foi envolvido no caso conhecido como “dossiê tucano sanguessuga”. Em 2006, um grupo de petistas foi acusado de comprar informações dos empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin, apontados como chefe da quadrilha. Eles supostamente teriam provas sobre a participação de José Serra (PSDB), então candidato ao governo de São Paulo, na compra de ambulância superfaturadas.

Como Abicalil, os dois empresários são do Mato Grosso. O escândalo estourou em maio de 2006. Em setembro daquele ano, a 15 dias do primeiro turno, duas pessoas ligadas ao PT foram presas em hotel de São Paulo com uma mala de dinheiro que seria entregue aos Vedoin. Em troca, eles dariam uma entrevista e apresentariam provas envolvendo Serra no esquema. O principal beneficiário do dossiê seria o candidato ao governo paulista pelo PT, Aloízio Mercadante, hoje ministro da Ciência e Tecnologia.

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