Hemorragia de Alencar foi controlada e ida à posse é incerta

De acordo com médicos, o vice-presidente apresentou evolução no tratamento de hemorragia, mas cirurgia não poderá ser feita agora

iG São Paulo |

O vice-presidente, José Alencar, apresentou evolução no tratamento de hemorragia. Segundo o médico Paulo Hoff, um dos integrantes da equipe médica que acompanha o político, a hemorragia, causada por um tumor, foi controlada com medicamentos. O vice-presidente continuará internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e respira sem a ajuda de aparelhos.

Alencar, 79, foi internado na última quarta-feira no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com hemorragia. Ele passou por cirurgia, que não foi capaz de retirar o tumor ou conter sangramento.

Segundo os médicos, o paciente vem sendo submetido a hemodiálise e transfusão de sangue. "Ele é uma pessoa forte, apesar dos problemas", comentou Roberto Kalil Filho, também médico que integra equipe que atente Alencar. "Ele é sempre otimista, sempre luta. Esta é a postura dele." De acordo com Kalil Filho, Alencar conversou na noite de sábado (24), às 23 horas, por telefone, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

nullOs médicos descartaram qualquer possibilidade de cirurgia nas próximas semanas e também da volta, nos próximos dias, da quimioterapia para tratamento do câncer. "Estamos fazendo o que pode e deve ser feito no momento", disse Hoff. "A cirurgia não é uma opção para o vice-presidente."

Sobre a possibilidade de Alencar participar da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, no dia 1.º de janeiro, os médicos disseram que vão aguardar a evolução do quadro clínico do paciente e definir só no dia 31 se ele poderá ir a Brasília. "Estamos torcendo por isso", afirmou Hoff, que disse que Alencar está mais disposto neste domingo do que no sábado. "A reação do vice-presidente é sempre surpreendente."

Kalil Filho descreveu a situação do vice-presidente como "estável".

Josué Gomes da Silva, filho do vice-presidente,  afirmou na manhã deste sábado (20), ao chegar ao Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. "Está tudo ótimo, feliz Natal", disse, ao cumprimentar rapidamente os jornalistas.

* Com Agência Estado

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