Hélio Costa faz críticas a governo tucano em MG

O senador Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas, assumiu o figurino de oposicionista e atacou a gestão tucana

iG São Paulo |

O senador Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, assumiu o figurino de oposicionista e atacou a gestão tucana no Estado. Durante um encontro ontem (10) com lideranças peemedebistas, na sede do partido em Belo Horizonte, Costa criticou a política social da administração do PSDB e disse que o chamado choque de gestão se baseia em "números maquiados". As medidas adotadas no âmbito da gestão pública e para o ajustamento das contas do Estado a partir de 2003 é a principal marca do governo Aécio Neves (PSDB) e espécie de bandeira do seu sucessor e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB). 

Ao discursar para cerca de uma centena de correligionários, Costa disse que a política social do governo tucano "praticamente não existe". "Lamentavelmente, o Estado ficou devendo um programa social". 

O pré-candidato afirmou que a receita do Estado cresceu 172% entre 2002 e o primeiro semestre deste ano. "Ainda assim, continuamos em 12º lugar em receita per capita do País. Só conseguimos ficar à frente dos Estados do Norte", destacou.

Segundo Costa, a dívida com a União saltou de R$ 32 bilhões para R$ 55 bilhões atualmente. "Que revolução é essa que fizeram com o nosso Estado que nos deixa nessa posição de fragilidade econômica?", questionou. "Não se pagou um tostão do serviço dessa dívida. Era mais fácil jogar para debaixo dos panos, para debaixo do tapete, para alguém pagar na frente. Aí sim, aí você mostra os números maquiados do choque de gestão". 

Costa baseou suas críticas em um artigo do economista Fabrício Augusto de Oliveira, que será apresentado no Seminário de Diamantina, entre os dias 24 e 28. No artigo, Oliveira trata do conceito de contabilidade criativa, afirmando que a administração pública estadual utilizou instrumentos para maquiar e apresentar resultados mais favoráveis de sua performance. 

Após herdar um déficit orçamentário de R$ 2,4 bilhões, já no segundo ano da gestão Aécio, o governo anunciou o equilíbrio nas contas públicas, afirmando que ele fora alcançado com a adoção de rigorosas medidas de redução de despesas e reestruturação do quadro administrativo do Estado. De acordo com o governo, o equilíbrio permitiu que Minas voltasse a ter acesso a financiamentos internacionais e aumentasse seus investimentos em setores relevantes. 

Tucanos

Identificado como o gerente do governo e arquiteto do programa de ajuste financeiro e modernização da máquina pública, Anastasia não comentou hoje as declarações de Costa. Coube ao presidente do PSDB-MG, deputado Narcio Rodrigues, responder ao peemedebista. De acordo com o dirigente tucano, Costa foi "leviano" e escolheu "o caminho da enganação". 

"O que assusta mais é o ver fazer declarações levianas utilizando-se de leituras que são extremamente perigosas", afirmou. "Há um sentido de oportunismo enorme no pronunciamento dele, que inaugura uma campanha com a pior escolha: atacar um governo que tem 92% de aprovação". 

O presidente do PSDB-MG ressaltou que o peemedebista passou os últimos meses buscando o apoio dos tucanos para sua candidatura e agora opta pelo "caminho da mentira". Ele salientou que choque de gestão do governo mineiro possui reconhecimento internacional. E disse que as políticas sociais podem ser comprovadas quando forem comparados os índices de desenvolvimento humano (IDH) no Estado.

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