Haddad sobre críticas de Marta: 'ela não poderia pensar diferente'

Ministro considera naturais as reclamações da senadora sobre interferência de Lula e Dilma na escolha do candidato do PT

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Marta e Haddad
O ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, disse nesta sexta-feira (19) que procurou a senadora Marta Suplicy (PT-SP) no início da semana em busca de apoio para a disputa eleitoral do ano que vem.

“Conto com o apoio dela”, disse Haddad, que esteve em São Paulo para ministrar uma aula magna na faculdade Mackenzie.

Depois de ser pressionada pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a desistir da pré-candidatura, Marta finalmente anunciou apoio a Haddad mas em entrevistas continua criticando a postura de Lula e Dilma.

Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Marta disse que Lula errou ao forçar a candidatura do ministro. Haddad evitou entrar em confronto com a senadora e disse achar naturais as declarações de Marta. “A senadora Marta não poderia pensar diferente. Se ela estava disputando a compreensão deveria ser esta mesma”, disse ele.

Segundo ele, a conversa com Marta foi franca e nenhum ponto, mesmo que delicado, deixou de ser discutido.

“Tocamos em todos assuntos relevantes. Quem apoiou quem, como recompor a unidade do partido. Senti que ela demonstrou tranqüilidade em afirmar que estará à disposição do partido”, disse o ministro.

Neste sábado, o diretório municipal do PT se reúne para homologar a pré-candidatura de Haddad . Nas últimas semanas, o ministro intensificou as agendas públicas em São Paulo.

Aula

Nesta sexta-feira ele ministrou uma aula magna no Mackenzie. Diante da possibilidade de o auditório de 951 lugares ficar vazio, alguns professores disseram aos alunos que a presença seria obrigatória para incentivar os estudantes a participar da palestra. “O professor disse que seria passada uma lista mas acabou não passando. Eles fazem isso para encher o auditório”, disse uma aluna.

De acordo com outra estudante, professores chegaram a dizer que cobrariam relatórios sobre a aula de Haddad e que a presença contaria cinco horas complementares. “É muito difícil cumprir a cota de aulas complementares e cinco horas é muita coisa. Por isso muita gente foi”, disse ela.

Entre outras coisas, ela pedia que Haddad se posicionasse em relação às denúncias de falta de estrutura na Universidade Federal de Rondônia (Unir), e que a decisão sobre quem serão os beneficiários das bolsas do Pro-Uni deixe de ser das universidades particulares.

Ela foi interpelada pelo chefe da segurança do Mackenzie, que pediu identificação, mas não foi impedida de fazer o protesto.

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